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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Debate sobre a série Dois Irmãos com o autor Milton Hatoum. Vai perder?



Debate sobre a obra e a série Dois Irmãos – parceria com Globo Universidade.

Domingo, 22 de janeiro às 14 horas. 
Milton Hatoum fala sobre o romance Dois irmãos, que inspirou a minissérie da Globo
Local: Teatro Eva Herz - Livraria Cultura Conjunto Nacional. Avenida Paulista, 2073 - Bela Vista- São Paulo - SP.


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Qual a função do Medida Certa?



Por: Franz Lima.

Não gosto de dizer isso, mas a verdade é que ainda desconfio de programas como o Medida Certa, que a Globo lançou em nova versão. Valendo-se de celebridades, o programa prega que é possível emagrecer e levar uma vida saudável. Tal como em um livro de auto-ajuda, a série tem o firme propósito de servir como um estímulo adicional aos espectadores que queiram perder um quilos e levar uma vida mais saudável.
Ponto para a produção do programa: a ideia é ótima. Porém...

Quatro celebridades vão se mobilizar na busca de uma vida mais saudável na quarta edição do Medida Certa, do Fantástico. Os participantes da vez são o humorista Fábio Porchat e os cantores Preta Gil, Gaby Amarantos e César Menotti.

Porém ainda me restam algumas dúvidas quanto à eficácia de tal empreendimento, principalmente quando há um ponto básico nessa história: a falta de memória quase crônica do brasileiro. Estímulos são sempre um reforço para que avancemos para um ponto melhor. Mas são só estímulos...
A realidade do brasileiro é outra bem diferente. A grande maioria trabalha quase ao ponto de absoluto desgaste, enfrenta conduções precárias (e condições precárias também) e tem apenas um pequeno espaço de tempo para cuidar dos preparativos para o dia seguinte, além da família. Como esperar que alguém siga uma dieta e uma rotina destinadas a outra pessoa, sufocada pela rotina que acabei de citar e, ainda assim, obtenha sucesso em emagrecer? Difícil. E essa dificuldade amplia, volto a lembrar, pela curta memória que nós, brasileiros, temos. Enquanto o programa estiver rolando, muitos irão correr, malhar, diminuir os alimentos gordurosos e buscarão seguir quase que religiosamente as determinações dos treinadores e artistas envolvidos no projeto. Entretanto, essa é uma realidade com prazo de validade. Acabou o programa, gradualmente o estímulo irá diminuir até extinguir.
Infelizmente não há investimento por parte da emissora para trazer saúde ao público que vê o programa. A iniciativa seria válida se ela estivesse mais próxima da realidade do grande público, pois são raros os que podem pagar um personal trainer, dispõem de tempo e alimentação capazes de proporcionar o resultado final que a emissora espera dos participantes do 'reality show'.
Não sei qual foi o real investimento da Globo para elaborar essa série. Talvez nunca saiba. Mas isso não significa que os gastos sejam poucos. Personal trainer, cinegrafistas, sonoplastas, edição, iluminadores, cachês dos participantes, nutricionistas, fotógrafos, edição para a web, etc. É muito dinheiro investido e, acredite, isso não é porque a Globo quer você magro e saudável. 
Com algo em torno de milhões investidos, pensem em quantas academias populares - com treinadores - a emissora poderia oferecer para comunidades carentes de vários Estados do país? Quantas famílias com pessoas vitimadas pela obesidade mórbida poderiam ser assistidas? Estou sendo negativo nos questionamentos? Sim, o que não significa que não esteja sendo verdadeiro. Muito dinheiro investido em um programa que não passa de um reality show sem putaria (tal como é o BBB) e que visa, exclusivamente, o retorno financeiro. Preparem-se para propagandas escancaradas e escondidas (subliminares), alguma enrolação e a participação dos 'escolhidos' em futuros Domingão do Faustão.
Como disse no início, a ideia do programa é ótima, porém...




domingo, 11 de março de 2012

Jovem usa salário mínimo para comprar livros pela web


Para os que não acreditam que a leitura aumenta no país:

Com renda de um salário mínimo (R$ 622), Matheus de Almeida, de 17 anos, usa a internet para comprar livros mais baratos. Aprendiz da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o estudante comprou no último domingo (4) as coleções “O Guia do Mochileiro das Galáxias” e “Jogos Vorazes”. “Acabei de gastar R$ 120 em livros. Até que não ficou tão caro. No total são 8 livros”, escreveu Matheus no Twitter, uma das redes sociais que acessa diariamente.

O comércio eletrônico no Brasil fechou 2011 com faturamento de R$ 2,7 bilhões, um crescimento de 26% em relação ao ano anterior, de acordo com dados da empresa de análises e-bit. “O número de usuários que optam por fazer compras pela internet cresceu para 32 milhões. Em 2010, o número era de 23 milhões”, afirma Chris Rother, diretora do e-bit. No primeiro semestre de 2011, 61% dos 4 milhões de novos consumidores que fizeram alguma compra on-line eram da classe C.

O comércio foi destaque nos resultados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2011, divulgados nesta terça-feira (6) pelo IBGE. De acordo com os dados, o setor cresceu 3,4% no ano passado – com um empurrãozinho das vendas de Natal, que levaram o PIB do setor a crescer 0,7% só nos últimos três meses do ano. E, cada vez mais, essas vendas saem das lojas físicas em direção à web.

Computador em casa
Morador da cidade de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, Matheus usa em casa um computador comprado pelo pai há quase 4 anos. A irmã, de 21 anos, também adquiriu seu primeiro notebook pela internet com a ajuda da mãe. Os quatro se dividem entre o PC e o portátil. Mas o pai de Matheus, o manobrista Edson Cazarini de Almeida, afirma que os filhos são os maiores usuários dos aparelhos.
Segundo Chris Rother, eletroeletrônicos e computadores é a segunda área mais investida pelos consumidores da classe C no comércio on-line, depois dos produtos de alto valor agregado. Em média, esses usuários gastam R$ 350 em sites.

Matheus usou o cartão de crédito que tem há um ano para comprar as coleções de livros pela internet. “Cheguei a olhar outros sites antes de comprar, mas não fui a nenhuma livraria”, conta. Entre os motivos para o crescimento do comércio eletrônico no Brasil está a facilidade de se obter cartões de crédito e o simples acesso dos usuários à comparação de preços.

“Dois terços dos consumidores da classe C já têm cartão de crédito e utilizam um parcelamento de 24 ou 36 vezes”, explica a executiva do ebit. “O site que tiver um preço muito elevado não irá aparecer no alto das buscas”, completa.

Matheus não lembra a primeira vez que fez uma compra on-line, mas ele já adquiriu pela internet outros livros e um tênis. “Minha mãe ganhou uma vez um cupom para gastar em um site. Consegui usar todo o valor para comprar um tênis de R$ 90”. Sobre a segurança, o estudante diz que nunca teve nenhum problema. “Se eu conheço o site, acho seguro”, diz. Agora, ele aguarda a entrega das duas coleções de livros, que devem chegar em até 14 dias.

Acessos
Mais de 86% dos brasileiros com mais de 15 anos, que estão on-line por meio de um computador em casa ou no trabalho, acessam sites de compras pela web, segundo a comScore, empresa que mede a audiência da internet. "Isso é maior que Holanda, Itália, Espanha e Coreia do Sul”, explica Alex Banks, vice-presidente para América Latina da companhia. “A média mundial de alcance neste setor é de 72%”.

O número de acessos aos sites de compras no Brasil tem crescido cerca de 2,5 vezes mais rapidamente do que outros endereços da web, segundo dados da comScore. Em janeiro de 2012, foram 41,5 milhões de visitas a sites de vendas on-line contra 31,4 milhões do mesmo período de 2011, um crescimento de 32%.

Banks acredita que as lojas de nichos, como sapatos, por exemplo, no Brasil, têm ajudado para o aumento dos acessos. “Existe muita oferta, os sites de nicho têm preço bom. O brasileiro também usa muito a internet. Por isso o sucesso desses sites aqui”. Banks afirma que, em 2012, a categoria vai continuar crescendo, com o surgimento de sites que vendem produtos de nicho e produtos diversificados. A previsão para 2012, com uma base de usuários maior, é que o faturamento do comércio eletrônico no Brasil cresça 25%, de acordo com os dados da ebit.

Fonte: G1


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