O sucesso de uma série do porte de Westworld não poderia jamais passar em branco no mundo das ilustrações. Logo, uma série de artistas espalharam suas obras em homenagem a um dos mais promissores seriados dos últimos anos. O sucesso é certo e só dependerá da coerência de diretores e roteiristas para manter a mesma narrativa de qualidade.
Leiam antes as resenhas dos episódios anteriores: S01E01, S01E02 e S01E03.
O quarto capítulo começa com questionamentos e revelações.
Dolores recebe instruções que podem levá-la a dois caminhos: a liberdade ou o
confronto com o Homem de Preto. Maeve descobre que não é a primeira vez em que
ela se recorda dos homens da equipe de remoção e recuperação de androides de
Westworld. Ambas estão sendo torturadas por suas memórias e pela persistência
delas.
Maeve segue sua narrativa com a presença constante das imagens dos
homens manipulando seu corpo morto. Dolores é lançada na narrativa de William,
o cowboy com escrúpulos, cuja missão é acompanhar seu cunhado, Logan, e um pistoleiro
na busca por um assassino. Nesse caminho, Dolores tem lampejos de memória que
mostram um lugar que pode ser aquilo que o Homem de Preto procura: o centro do
labirinto.
Mistérios começam a ser revelados de forma branda, comedida. Histórias
começam a se cruzar de forma perigosa. O Homem de Preto encontra Armistice, a
parceira de Hector, o matador interpretado por Rodrigo Santoro. Ele quer dela
apenas uma coisa e paga por isso com um favor. Nessa passagem, fica claro para
o espectador que a equipe de analistas de Westworld sabe o que se passa nas
histórias dos convidados, assim como também fica evidente o poder que o Homem
de Preto tem dentro do parque.
Entretanto, o que este episódio deixa bem claro é: ninguém tem mais
poder que Ford. A forma fria e calculista com que ele trata Theresa Cullen. O Dr.
Robert Ford tem um plano em mente, os recursos e, sobretudo, todo o universo de
Westworld sob seu comando. Ele mostra aos poucos sua face.
Dolores, William, Logan e um bandido seguem caminhos distintos.
Escolhas são feitas e preços serão cobrados. Já o Homem de Preto segue em sua
busca, agora municiado pelas palavras de Armistice, ao lado de Lawrence.
Por fim, voltamos ao episódio da invasão da cidade pelos bandidos
liderados por Hector Escaton. Sua programação o leva a tentar roubar novamente
o cofre que fica na hospedagem de Maeve, mas ela não o deixará fazer isso sem
um pagamento. Maeve teve um dia péssimo, infestado de visões e temores, e ela
não irá acabar esse dia sem a resposta que quer. Para isso, Hector deverá
ajudá-la. Para isso, vidas serão perdidas.
Preparem-se para o melhor fechamento de um episódio até o momento. E
que venha o próximo, pois estaremos aguardando ansiosos.
Caso você ainda não tenha lido a resenha do primeiro episódio de Westworld, clique no link e veja. Garanto que não se arrependerá! Westworld S01E01.
A trama mostra um mundo criado por humanos para ser um parque de diversões temático. O problema está nos "brinquedos". Compare a versão de 1973, no vídeo acima, com a nova série da HBO. Ambas idealizadas pela mente de Michael Crichton, autor de Jurassic Park. Impossível não se apaixonar pela série...
Uma localidade do Velho Oeste norte-americanto. Uma mulher
cercada de aparatos tecnológicos avançados. O que têm em comum? Esse é o
mistério inicial de Westworld.
A narrativa é feita em off por uma mulher que é questionada,
interrogada por alguém. Essa mulher é um dos alicerces da trama. Atenção à
participação dela.
Cuidado! Spoilers em profusão a partir de AGORA.
Westworld é um parque de diversões. Sim, um parque onde
ciborgues (esse é o termo mais próximo daquilo que são, já que não há um
organismo vivo anexado à máquina, mas uma máquina moldada pelo homem para
imitar à perfeição um ser humano) dão aos visitantes a ilusão de estarem de
volta ao Velho Oeste. Uma terra sem lei, governada por mãos de aço (como diria
o Pica-Pau). A diversão consiste, basicamente, em desfrutar de uma era extinta.
Ser um cowboy, um rancheiro, uma madame, uma prostituta, um ladrão... são
muitas as possibilidades por trás desse universo recriado.
A reconstrução desse mundo passado é dispendiosa, cara e
moralmente discutível. Homens e mulheres pagam para ter seu dia nesse mundo.
Uma vez lá, são intocáveis para os habitantes costumeiros e podem,
literalmente, fazer o que lhes aprouver. Desde um simples contato, uma conversa
ou até mesmo estupro e assassinato. Não há limites morais para os “visitantes”
de Westworld.
As máquinas interagem e se adaptam aos visitantes. Eles não
têm consciência de sua real condição, fato que promove uma maior imersão aos
visitantes. A diferenciação entre um humano e um “anfitrião” é praticamente impossível.
O que é ético ou não fica em suspensão todo o tempo. Ver
máquinas com aspecto 100% humano é algo impactante. Como tratar alguém que é,
aos olhos, tão humano quanto nós? O grau de interação entre homens e seres com
inteligência artificial é uma opção que pode ser controlada. O que não pode ser
previsto é o grau de adaptabilidade das máquinas, os limites da inteligência
artificial, sua capacidade de armazenar experiências e, principalmente, os
freios morais (ou a inexistência deles) das pessoas.
Nesse primeiro episódio é preciso destacar a presença de
Anthony Hopkins, interpretando o Dr. Ford (talvez uma homenagem ao gênio
industrial Henry Ford), o responsável pela criação dos ciborgues. Ele vive em
um mundo tão isolado quanto as criaturas com IA. Há, aparentemente, uma
dependência dele para com as máquinas. Isso deverá ser mais explorado nos
episódios seguintes.
Nota: assistir Westworld e não lembrar de Blade Runner e os
replicantes é quase impossível. Desde o primeiro segundo da narrativa é
possível sentir o cheiro adocicado da tragédia. Aliás, a abertura já anuncia que nada é tão perfeito. Vejam abaixo:
O que se segue não difere, como disse acima, da trama de
Blade Runner. Os anfitriões – ciborgues com maior poder de interação – passam a
apresentar pequenos problemas. Até onde esses erros podem ir é algo que não
fica explícito. Mas o potencial destrutivo disso fica pairando na atmosfera.
Um ponto desprezado pelos idealizadores do projeto está em
um ser humano (?): Ed Harris. Ele interage diariamente como um vilão, um
bandido. Seu prazer está em praticar o mal contra os ciborgues. Ele quer se aprofundar no “jogo” e isso é uma
variante com a qual os criadores de Westworld não contavam. O personagem de
Harris é frequentador do “parque” Westworld há trinta anos.
O dilema moral de Westworld é sobre a velha mania do homem de
brincar de ser Deus. Dolores é uma das personagens que mais sofre com as
brincadeiras nesse universo criado. Ela sofre por amor, por medo, violência e
pela constante perda de tudo que ama. Essas perdas vão, ao longo dos tempos,
marcando o inconsciente dela. Mesmo sendo uma criatura feita pela inteligência
do homem, hipoteticamente insensível aos males que passa, ela sofre.
Tal como vimos e lemos em Frankenstein, a criatura não está
e nunca estará sob o total controle do criador. Essa é uma regra que os homens
deveriam ter aprendido há muito tempo, porém fazem questão de esquecê-la.
Não há programação perfeita. Com tempo e esforço, as
barreiras e códigos podem ser quebrados ou alterados. Essa é uma verdade com a
qual nós, humanos dessa era, convivemos e aprendemos a lidar. Essa controvérsia
também é bem explorada no primeiro Matrix e em alguns episódios de Animatrix.
Máquinas com comportamento e sentimentos humanos são controláveis até que
ponto?
Nota: prestem atenção à reação dos anfitriões quando moscas
pousam neles. Essa é uma dica bem legal para entender um pouco da amplitude da
inteligência artificial e sua adaptação aos fatos novos...
P.S.: A presença de Rodrigo Santoro ficou muito boa. Ele é
um dos vilões da trama (Hector Escaton), porém, se raciocinarmos um pouco,
todos os seres criados só são bons ou maus conforme assim lhe determinam.
Então, o que dizer da maldade humana cujo alcance está limitado pela moral
existente na pessoa?
P.S.2: Westworld é baseado na obra homônima de Michael Crichton
– com o subtítulo “onde ninguém tem alma”, escrita e dirigida por ele em 1973.
O filme é estrelado por Yul Brynner, ator consagrado no gênero de Faroeste. A
trama, apesar de ser mais resumida, mostra pessoas interagindo com máquinas que
simulam ambientes e situações históricos. Além do Velho Oeste, há também Roma e
a Idade Média. A trama original dá indícios do caos que nos aguarda na série.
P.S.3: A equipe que gerencia, cria e programa tudo para as
encenações de Westworld também é afetada pela presença dos humanos por eles
construídos. É impossível se manter apático diante de seres tão perfeitos. O
Dr. Ford e Bernard, um dos principais responsáveis pela manutenção do projeto,
são discretamente ‘modificados’ pela interação direta e indireta com os
ciborgues. Isso, certamente, ainda dará muito pano para a manga. Um fato
interessante está no jogo disputado entre os integrantes da equipe; um jogo por
poder.
Nota final: a HBO mostra coragem e adequação ao apresentar o
processo de construção e descarte dos humanos cibernéticos. As cenas de nudez
são adequadas ao contexto e evidenciam, sobretudo, a escolha correta do elenco.
Não é fácil encenar ser uma máquina sem sentimentos... ou uma que está
começando a tê-los.
Elenco da produção da HBO:
Anthony
Hopkins, Ed Harris, Evan Rachel Wood, James Marsden, Thandie Newton, Jeffrey
Wright, Jimmi Simpson, Rodrigo Santoro, Shanno Woodward, Ingrid Bolsø Berdal, Ben Barnes, Angela Sarafyan, Clifton Collins Jr.
Frank Miller conseguiu despertar o interesse de muitas pessoas pela história antiga, em especial a que conta a famosa Batalha das Termópilas. A luta de Leônidas e seus bravos 300 guerreiros foi transformada em uma graphic novel de altíssimo nível, plena de ação e violência à altura de um combate como aquele. O filme foi sucesso e muitas frases de "heróis" e "vilões" ganharam força na cultura popular. "This is Sparta" é um dos claros exemplos da influência da obra de Miller, transposta para o cinema de forma brilhante por Zack Snyder.
Alguns anos se passaram e os fãs do longa-metragem aguardavam ansiosos pela continuação. A fonte de inspiração para este novo filme foi uma lacuna, já que havia a hipótese de Frank Miller em pessoa criar uma nova graphic onde a vida de Xerxes seria mostrada. Mas isso não ocorreu.
Temístocles e Artemísia: novos guerreiros.
A ideia de um novo filme era algo viável em termos de lucros. A franquia '300' mostrou-se lucrativa tanto para o cinema quanto para os quadrinhos, pois a obra de Frank Miller teve suas vendas novamente alavancadas para o topo das listas dos mais vendidos.
Entretanto o foco em um único personagem, no caso Xerxes, mostrou-se impraticável. Apesar do retorno de Rodrigo Santoro à trama, seu papel não teria a influência suficiente para trazer o mesmo número de espectadores do filme antecessor. Assim, sabiamente, os roteiristas optaram por expor a trama da própria batalha das Termópilas, porém com a visão do antes, durante e depois. Quais fatores geraram a guerra entre Persas e Gregos? Quem foi Temístocles? Como morreu Dario, pai de Xerxes? Enfim, o que ocorreu em outros ângulos durante as Termópilas e o que se sucedeu à morte de Leônidas.
Novos guerreiros e visões de uma guerra muito mais ampla que a mostrada em 300.
Sangue, suor e... água.
Um dos diferenciais é a representação das batalhas navais. Há combates em terra, todos magistralmente produzidos com o máximo da coreografia e dos efeitos especiais atualmente disponíveis, mas são as lutas em alto-mar que dão um tom sombrio à trama. O sofrimento dos escravos, o temor da frota ateniense diante de um inimigo numericamente muito superior e a reinterpretação de uma das mais sangrentas batalhas da história (Salamina) mostram que o investimento gigantesco para o filme não foi desperdiçado.
Especial atenção à ponte que é construída com muitos navios lado a lado.
A força feminina Contrariando 300, o primeiro filme, este prima por evidenciar a importância da presença feminina. Artemísia é uma guerreira tão implacável quanto qualquer espartano e detentora de um tino tático acima da média. Suas capacidade de combate corpo a corpo são impressionantes, isso sem contar com a ferocidade dela. O destaque fica por conta do retorno da rainha Gorgo que, ao longo da trama, ganha vulto e culmina como só uma espartana poderia: no campo de guerra. A atriz Lena Headey (a Cersei de Game of Thrones) mostra-se uma verdadeira Rainha ao expor sua opinião forte e, principalmente, o ódio pelos invasores Persas. Políticos Esse é outra abordagem muito interessante do roteiro. O diretor Noam Murro optou por focar as nuances de se fazer política, mas sempre conectando as presenças dos políticos e seus discursos aos resultados em campo de batalha. É bem nítida a crítica aos homens que decidem sobre a vida e a morte dos guerreiros em prol de seus interesses.
Zack Snyder foi superado na direção? Zack retorna a esta franquia na função de produtor. Claro que ele teve influência direta no resultado, porém vê-se uma direção que respeita o filme anterior e, em contrapartida, toma rumos que o fazem ganhar ares de uma homenagem ao invés de uma cópia. Sei que muitos irão comparar as duas obras e apontar similaridades, o que não desmerece em nada a abordagem de Noam. Entretanto, há passagens onde a ação - esperada pelos mais ardorosos - torna-se quase mínima, principalmente se compararmos os filmes. Há ação? Sim, com qualidade. Mas não há um elemento que dê coerência e controle ao caos, assim como o fez Leônidas. Esse carisma não é encontrado em Temístocles, fato que pode provocar raiva nos fãs de Leônidas e suas frases de efeito. As direções são muito boas nos dois filmes, há elementos de homenagem em "Rise of an Empire" e boas atuações. Como diretor, Noam Murro mostrou competência para criar esta sequência e também respeitar os fãs de Miller e da adaptação que Snyder dirigiu.
Conclusão... Esta obra veio para complementar o espetáculo visual que foi o primeiro 300. O espectador pode contar com uma honrosa sequência cinematográfica que teve o mérito e a coragem de abordar outra batalha épica. A presença de personagens do primeiro filme também é outro ponto de destaque, incluindo um maior destaque para Gorgo e Xerxes, cuja transformação de homem para Rei-Deus é mostrada de forma 100% inspirada nos quadrinhos. Assista "Ascensão de um império" e prepare-se para mergulhar nos livros de história, pois a curiosidade sobre as tramas e batalhas destacadas certamente virá.
Zack Snyder volta com força total. Depois de Superman, nada mais justo que uma continuação de 300, principalmente quando Xerxes e a rainha Gorgo estão presentes. Aliás, Xerxes é desmistificado nessa obra, uma vez que Snyder mostra a origem do homem que viria a se chamar de Deus-Rei. Todas as fragilidades e aspirações do jovem rei estarão em 300: a ascensão de um império, longa-metragem que é a sequência honrosa do primeiro filme que contou a resistência e queda dos 300 espartanos diante do exército persa.
Neste novo filme, Xerxes dá continuidade a seu avanço dominador. A morte de Leônidas lhe parece a deixa para tomar toda a Grécia, porém nós sabemos - e a história também - que nada foi tão simples.
As cenas de luta - agora também em ambiente marítimo - são grandiosas. Os imortais retornam. Eva Green é Artemísia. Temístocles surge como líder dos espartanos, ao lado da rainha Gorgo. Tudo parece indicar que teremos uma continuação digna do que vimos em 300, talvez com mais recursos ainda.
Eu, particularmente, conto com o sucesso dessa nova obra, não só pelo elenco excelente, como também por ter Zack Snyder à frente do projeto.
Esperança de uma grande obra que respeitará o antecessor e irá agradar aos fãs de Frank Miller e sua graphic novel.
A aguardada e nova versão de 300 (já nomeada como 'Rise of an Empire') terá novamente Rodrigo Santoro como Xerxes, além de Eva Green no papel de Artemísia eSullivan Stapleton como Temístocles.
300: Ascensão de um Império tem roteiro de Kurt Johnstad e direção de Noam Murro. A estreia está prevista para o dia 02 de agosto.
Zack Snyder publicou em seu twitter esse espetacular pôster de sua próxima obra: 300 - Rise of an Empire, a aguardada 'continuação' de 300. Essa nova produção tem estreia prevista para 02 de agosto e esse pôster leva a crer que teremos um filme bem similar em termos de linguagem e visual ao seu antecessor.