Cinco filmes foram indicados para o prêmio Framboesa de Ouro, o "Oscar" destinados aos piores filmes do ano. Os filmes de 2015 são: Cinquenta tons de cinza, O destino de Júpiter, Segurança de shopping 2, Quarteto Fantástico e Pixels.
Brincadeiras à parte, este post foi feito para analisar as indicações e ponderar sobre a relevância das indicações feitas.
Cinquenta tons de cinza é um filme feito para o público que leu os livros. Qualquer um com uma vida sexual mínima e que foi ver, talvez motivado pelo apelo erótico, certamente se decepcionou. O filme é uma ofensa aos praticantes do sadomasoquismo e bondage, além de uma trama fraca, tal como foram os livros.
Não vi O destino de Júpiter, porém acompanhei as diversas análises negativas da obra. As críticas negativas superam (e muito) o quantitativo de opiniões positivas. Uma quase unanimidade negativa é algo que precisa ser levado em conta.
Segurança de shopping 2 é uma comédia que usa - muito - os clichês comuns aos filmes do gênero. Ainda assim, mesmo não se tratando de uma comédia com ritmo acelerado, cuja plateia ri do início ao fim, é um filme mediano.
Quarteto Fantástico... esse é um desperdício de dinheiro e, principalmente, da paciência dos espectadores que, movidos por trailers que maquiaram o roteiro fraco, aguardavam uma adaptação à altura dos heróis da Marvel. Infelizmente, não foi dessa vez.
Já Pixels, esse é um filme destinado ao público gamer antigo (público alvo), mas sobretudo, feito para as crianças. Resenhei Pixels e concluí que é uma obra condizente ao público que é destinada. As interpretações são aquelas que deveríamos encontrar em uma produção do gênero, exagerado por vezes, mas divertida. Creio que a antipatia por Adam Sandler seja um dos fatores que levaram Pixels a receber tantas indicações para o Framboesa, porém a diversão é garantida, não importando as críticas ou indicações humilhantes a prêmios como esse...
Pixels é um filme que alcança um público óbvio: os fãs de games da década de 1980. Mas isso se deve, em grande parte, ao sucesso de outra obra com tema bem similar, a animação Detona Ralph, da Pixar. Ainda assim, é inegável que o filme é muito divertido e foi um sucesso de público no Brasil. Para crianças e adultos Podem se preparar pois este longa metragem agradou não só aos "velhinhos" que curtiram os games antigos. Crianças - digo por experiência própria - saíram do cinema com a curiosidade aguçada sobre os jogos que aparecem em Pixels. Donkey Kong, Galaga, Pac Man e outros certamente tiveram um aumento nos downloads.
A história Um grupo de amigos é destaque por conta de seu sucesso nos games. Um, entretanto, tem destaque ainda maior por causa de um talento incrível para superar os desafios dos jogos. O ano é 1982 e a febre por clássicos do video game serve como pretexto para o confronto entre Sam Brenner e Fire Blaster. A história deles é drasticamente modificada após essa disputa. Os resultados de todos os jogos foram gravados e compilados para envio em uma sonda espacial, junto com outros materiais. Essa sonda é uma tentativa da Nasa para encontrar vida no espaço. Longos anos se passaram sem que nada resultasse dessa iniciativa. Até que... A guerra dos mundos. Ao contrário da clássica obra de ficção científica, os invasores que veem à Terra não são tão sombrios. Com base nas imagens que receberam através da sonda, eles concluíram que estávamos desafiando-os para uma batalha. Assim, recriaram as armas que mostramos a eles, incluindo as naves, personagens e monstros dos games pixelizados da década de 80.
Heróis esquecidos. O mundo dá voltas... Mesmo sendo uma frase clichê, essa é a base do retorno de Sam e seus amigos diante do desafio imposto pelos invasores. Ou a Terra vence os guerreiros espaciais em jogos ou será destruída por eles. Para vencer só há uma maneira: trazer os antigos campeões dos games (tão esquecidos quanto eles) para um jogo que irá decidir o futuro do planeta. Sam Brenner (Adam Sandler), Ludlow Lamonsoff (Josh Gad) e Eddie Plant (Peter Dinklage) são os únicos com o conhecimento para derrotar a Armada alienígena, isso com o auxílio dos armamentos construídos pela equipe da Coronel Violet van Patten (Michelle Monaghan). Mas nem tudo são flores. Violet e Sam se conhecem de uma forma muito diferente e eles protagonizam momentos de conflito muito engraçados. Destaque para o atrapalhado presidente do EUA, Cooper, que mesmo na posição em que se encontra, jamais abandona o velho amigo Sam. Ele
Baseado em um curta-metragem.
Pixels é baseado no sucesso do Youtube que tem o mesmo nome. idealizado por Patrick Jean, o curta mostra cenas que também foram incluídas (com mais efeitos) no filme da Sony.
Divirta-se acessando a página de games exclusivos de "Pixels": Arcaders.
Marketing agressivo.
Pixels foi muito divulgado no Brasil. Até Mauricio de Sousa e a turma da Mônica ajudaram nisso, incluindo uma ilustração do próprio Mauricio onde Adam Sandler e a Mônica estão juntos e também um anúncio.
A produção caprichou muito nos efeitos do filme, criando a sensação de que realmente os protagonistas enfrentam criaturas dos games. O final apoteótico com dezenas de personagens dos antigos jogos é algo que impressionou as crianças e certamente agradou adultos.
A jornada do herói.
Sam e seus amigos passam por inúmeros contratempos no decorrer da trama. São pessoas comuns com problemas e traumas. Alguns guardam segredos, outros tem uma auto-estima baixa, mas o importante é que a invasão alienígena é a oportunidade de abandonar o passado e mostrar que talento e vontade podem se unir para alcançar a vitória.
Coadjuvantes.
Além do filho da coronel Van Patten, Matty, interpretado muito bem pelo garoto Matt Lintz,a atriz Ashley Benson convence como a Lady Lisa do game Dojo Quest, especialmente criado para o filme. Q*bert é outro coadjuvante que dá um brilho especial à trama.
A interação entre atores e personagens digitais mostra o afinco do elenco para dar credibilidade à obra.
Ponto negativo.
O único ponto negativo de Pixels ficou por conta dos trejeitos do personagem de Josh Gad. Há ocasiões em que Ludlow oscila entre um gay enrustido e um apaixonado por Lady Lisa. Por se tratar de um filme destinado a um público mais jovem, creio que não havia motivos para por em dúvidas a masculinidade do personagem, principalmente pela forma como ele encerra o filme. Ficou apelativo e desconexo.
Créditos finais. O filme encerra com as melhores cenas refeitas em forma de game, recontando as passagens com muito humor. Pixels é um filme recomendado por unir humor, ação, ficção científica e games antigos de um jeito suave e agradável.
Em um anúncio feito pela NetFlix, Adam Sandler foi contratado para estrelar e dirigir quatro filmes com exclusividade. Como em outras produções do canal, os filmes de Sandler serão exibidos para quase 50 países onde a produtora tem público.
Com base em outros empreendimentos do canal, como a série Orange is the new black, o sucesso desses filmes é algo muito provável, principalmente se consideramos o investimento da Netflix. Os filmes serão efetivamente feitos pela produtora que o ator tem.
O gênero dos filmes não foi divulgado, mas, levando em conta o histórico de Adam, comédias estão por vir.
O trailer acima é apenas um "aperitivo" para o que os aguarda. Hotel Transylvania é muito divertido, leve e uma ótima opção para pais e filhos começarem a cultivar, juntos, o amor pela 7ª Arte. Meus filhos adoraram a animação e eu não posso negar que me diverti muito.
A trama é simples e lembra bastante (não o roteiro, mas a ambientação) o longa em stop-motion "A festa do monstro maluco". Em Hotel Transylvania, a trama se desenrola em um castelo assustador que é o ponto de descanso de todos os monstros clássicos do cinema (lobisomem, drácula, múmia, frankenstein, bruxas, monstro do pântano, homem invisível e outros). O dono do "resort" é na verdade o próprio Conde Drácula, o responsável pela construção de um lugar imune à chegada de humanos, isolado para garantir segurança e tranquilidade aos monstruosos clientes e amigos do anfitrião. O tom cômico é constante, desde a apresentação dos monstros até a conclusão do longa metragem. Adam Sandler é a voz por trás do vampiro e pai. Sim, o Drácula agora tem uma filha (órfã de mãe) que ele trata como se fosse uma escultura em porcelana. Com uma abordagem crítica, porém inteligente, o Diretor conseguiu mostrar que os cuidados com os filhos são necessários, mas os excessos podem complicar o relacionamento, principalmente se desconsiderarmos as diferenças entre as gerações.
A filha dele é a jovem (118 anos quase completos) Mavis. Ela tem um espírito aventureiro e explorador incontrolável e é amada por todos. É em torno do aniversário de 118 anos dela que a trama se desenvolve (ou seja, a maioridade atingida finalmente). A chegada das criaturas (com traços caricaturizados e menos agressivos) é um show à parte. O visual deles está incrível e ganha um toque leve de caricatura. A múmia gordinha, o lobisomem engravatado, o Frankenstein sem noção, as bruxas faxineirias... tudo colabora para grandes e reais risadas.
Mas faltava um ingrediente para complicar a trama e é a chegada de um humano ao Hotel (que era dito impenetrável) que faz com que o caos se instale. É através de um simples mortal que a relação entre pai e filha irá ganhar um tom de batalha épica (e não é isso mesmo na vida real?), pois Mavis se apaixona pelo "monstro" Jonathan, um suposto primo distante de Frankenstein. No restante do filme, o que vemos é uma sucessão de passagens memoráveis (incluindo uma luta de mesas voadoras entre Drácula e Jonathan), as inúmeras tentativas de desmascarar Jonny pelo Quasímodo (hilárias) e uma lição sobre a importância do diálogo entre pais e filhos. Há humor e amor em uma animação que é recomendada para todas as idades, sem excessos de violência ou um roteiro "adulto" em um filme para crianças. Diversão para aquecer os corações das crianças, jovens e dos "velhinhos". P.S.: A versão nervosa do Drácula me lembrou demais o vampiro do filme Van Helsing, com Hugh Jackman. A direção do longa de animação ficou a cargo de Genndy Tartakovsky, responsável por Samurai Jack e O Laboratório de Dexter.
A animação conta com as vozes de Adam Sandler (Drácula), Selena Gomez (Mavis), David Spade(o Homem Invisível), Steve Buscemi (o lobisomem Wayne), Molly Shannon (a lobisomem Wanda), Cee Lo Green (Murray, a Múmia), Kevin James (Frank, o Frankenstein) e Andy Samberg (Jonathan). Apesar dos pesos pesados na dublagem original, não deixem de assistir a versão dublada em português que ficou simplesmente incrivel.
Enquanto não concluo a resenha sobre o divertido "Hotel Transylvania", fiquem com alguns pôsteres da animação onde atua, entre outros, o comediante Adam Sandler.
A animação está em cartaz e conta com cópias também em 3D. A fonte dos pôsteres é o site Cinema com Rapadura.