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Fahrenheit 451 em e-book, autorizado pelo autor

Ray Bradbury permite que “Fahrenheit 451″ seja disponibilizado em e-book Aos 91, Ray Bradbury está em paz com o futuro que ajudou a prever. O autor de ficção científica e fantasia e inimigo de longa data do e-book finalmente permitiu seu clássico distópico “Fahrenheit 451″ a ser publicado em formato digital. Simon & Schuster lançou a edição eletrônica nesta terça-feira (29). Publicado pela primeira vez em 1953, “Fahrenheit 451″ já vendeu mais de 10 milhões de cópias e foi traduzido em 33 idiomas. Ele imaginou um mundo em que o apetite por novos meios de comunicação e mais rápido levava a um declínio na leitura, e por causa disso, os livros são proibidos e queimados. Bradbury é um defensor enfático de textos tradicionais no papel, dizendo que e-books tem “cheiro de combustível queimado” e chamando a Internet como mais uma “grande distração”. “É sem sentido, não é real”, disse ele ao New York Times em 2009. ”É algo no ar em algum lugar”, ...

Escrever para arriscar - Lições de Ray Bradbury

Luís Antônio Giron Texto publicado originalmente na página da Revista Época . Autoria: Luís Antônio Giron O escritor americano Ray Bradbury tem 91 anos. Ele devotou sua longa carreira à ficção científica. É um gênero considerado menor pelos críticos universitários - os “scholars”, um termo que soa pejorativo, mas que define bem a atividade daqueles que aplicam teorias a textos literários. Estamos tão contaminados pelas teorizações que a própria expressão “texto literário” provém de algum “scholar”. Enfim, a ficção científica constitui um ramo da literatura fantástica. E, apesar do nariz torcido da crítica, a fantasia tem tomado o lugar de outros tipos de ficção entre os leitores. É um fenômeno peculiar, pois passamos os dois últimos séculos mergulhados em romances, contos e novelas realistas. Os críticos incutiram nos leitores a ideia de que só os textos baseados na realidade formam a grande arte. A fantasia ficava para as crianças. Até que apareceram o britâni...