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segunda-feira, 4 de julho de 2016

A arte hiperrealista, sinistra e reflexiva de Xooang Choi.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo

Definitivamente, Xooang Choi usa seu talento para o hiperrealismo de uma forma bem diferente. Suas peças são únicas e levam o espectador a pensar, refletir sobre o significado das artes. Em geral, Xooang usa o corpo humano de modo chocante. Há peças onde a deformidade é o ponto de realce, aquilo que mais impacta. Em outras, a mistura entre corpos humanos e animais lembram, entre outras coisas, que somos seres habitantes de um mesmo planeta cuja convivência deveria ser harmoniosa, algo que pouco ocorre.
O escultor também tem uma abordagem bastante crua da sexualidade e nudez. Aliás, através de corpos (e partes deles), ele cria peças que podem parecer macabras inicialmente, mas vão além disso, já que há uma lição por trás de cada uma delas.
Em algumas dessas esculturas eu falarei sobre minha visão delas, o que não implica em dizer que se trata da ideia do escultor ao fazê-las.
Divirtam-se com as imagens e espero que o post tenha levado-os a refletir sobre essas curiosas obras de arte. 
Ao fim do post, vocês verão um vídeo de uma das exposições do artista.


Asas. O conjunto da obra traz à memória o universo do Labirinto do Fauno


O processo de modelagem
Corpos mesclados a partes de madeira
Realismo extremo

O artista em uma de suas exposições

Finalizando a pintura de uma de suas peças






Uma mulher penetra, literalmente, a mente da outra

Híbrido
Próteses
Reflexos: apesar de idênticas, uma delas parece estar envolta por uma película.

Nudez explícita e não ofensiva


Sussurro
Detalhamento até nas veias e tatuagens

O híbrido sem pernas e braços é carregado por sua parceira
Vaidade na própria pele: alusão aos piercings


A vida inacabada: algo que remete ao feto em formação

Sentimentos expressados só no olhar

Bebês com detalhes nas genitálias e nas faces

Reparem no realismo das mãos e antebraço

Descaso. A imagem traz o sentimento de abandono

Discussão

Piedade

Piedade - detalhe


Vaidade

Mãos e antebraços que formam asas

O Debate. As faces expressam desde o amor até o escárnio


segunda-feira, 16 de maio de 2016

Chinesas prendem cabelo no teto para não dormir enquanto estudam visando vaga na universidade



Fonte: Livros e Pessoas. Comentários: Franz Lima
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A concorrência nos vestibulares e nas universidades chinesas é imensa: milhões de candidatos lutam todos os anos por vagas nas universidades do país oriental.
A única opção dos estudantes é encarar jornadas de até 16 horas de estudo por dia para conseguir aprovação nos exames. As meninas chinesas acharam um jeito inusitado de estudar por horas a fio sem adormecer.
Elas prendem o cabelo ao teto para evitar cochilar. Cada vez que elas adormecem, levam um puxão no cabelo e, assim, despertam. O método criado pelas estudantes universitárias ganhou muitas adeptas, pois milhares de outras garotas também postaram suas fotos com o macete na rede social Weibo – uma versão chinesa do Twitter, – conforme noticia o jornal O Globo.
A ideia virou mania na China depois que Chen Tang, de 21 anos, postou uma foto fazendo o uso da técnica. Chen desenvolveu a ideia com a sua companheira de quarto, Huang Lu, de 22 anos. Elas estudam numa universidade da província de Fujian, no sudeste da China. Ligar o ar-condicionado e tomar doses cavalares de café já não surtia efeito, contaram elas ao jornal inglês Daily Mail.
De acordo com as universitárias, elas estudaram métodos de antigos estudiosos chineses para manter a concentração. Um dos exemplos era prender os cabelos do dorminhoco no teto. Chen e Huan adaptaram a ideia com prendedores de roupa. Chen diz que a técnica dá resultado: “Os estudos são tão cansativos, que a prática do cabelo pendurado o torna mais interessante e eu me sinto muito mais disposta desta forma”. Curtiu a ideia?
Franz diz: eu sei que muitos dirão que é exagero ou um sacrifício grande demais. Entretanto, diante da concorrência absurda em seu país, estas garotas acabaram mostrando que o foco e a dedicação para se alcançar uma meta são válidas. Os resultados virão conforme o estudante (nesse caso) tenha força de vontade suficiente para sacrificar seu tempo ocioso e até a própria saúde para atingir sua meta. Isso não é tortura, é desejo de ser alguém, de alcançar um patamar muito difícil à custa de muito suor e horas de dedicação. Isso é foco!
Enquanto isso, no Brasil, estudantes não conseguem sequer chegar no horário certo para prestar o vestibular. Muitos não minimizam os acessos às redes sociais. Quer progredir? Então tenha em mente que o maná pode até cair do céu, mas ao preço de muito sacrifício e vontade. Essas estudantes estão em uma rotina estressante e cansativa, porém os frutos serão colhidos no futuro. Elas são um exemplo... Siga-as!


segunda-feira, 6 de abril de 2015

A Noiva Fantasma, romance de Yangsze Choo. Lançamento da Darkside books.


A Noiva Fantasma por Yangsze Choo
Até que a morte os aproxime
“Certa noite, meu pai me perguntou se  eu gostaria de me tornar uma noiva fantasma...”

1893. Li Lan é uma jovem que recebeu educação e cultura, mas que vive sem grandes perspectivas depois da falência de seus pais. Até surgir uma proposta capaz de mudar sua vida para sempre: casar-se com o herdeiro de uma família rica e poderosa. Há apenas um detalhe: seu noivo está morto.
A Noiva Fantasma, que a  DarkSide® Books publica no Brasil em 2015, é o surpreendente romance de estreia de Yangsze Choo, a escritora de ascendência oriental que está encantando fãs por todo o mundo.
Por mais fantásticas que pareçam, as noivas fantasmas ainda resistem até hoje em parte da cultura asiática. A prática, que chegou a ser banida por Mao Tsé-Tung durante a Revolução Cultural, foi muito frequente na China e na Malaia (hoje Malásia) no final do século xix. O casamento era usado para tranquilizar um espírito inquieto, e garantir um lar e estabilidade para as mulheres que diziam sim a maridos já falecidos. É claro que elas tinham um preço alto a pagar, e com Li Lan não seria diferente.
Evocando obras como Lugar Nenhum, de Neil Gaiman, A Noiva Fantasma é uma história impressionante sobre o amor sobrenatural e o amadurecimento, escrita por uma extraordinária nova voz da ficção contemporânea. Eleito o Livro da Semana pela Oprah.com, entrou em diversas listas de melhores livros do ano, como Indie Next List’s Pick, Glamour Magazine Beach Read, The Bookseller Editor’s Pick e Library Journal Barbara’s Pick.

YANGSZE CHOO é descendente de malaios. Formou-se na Universidade de Harvard e ocupou vários cargos corporativos antes de escrever seu primeiro romance,  A Noiva Fantasma. Yangsze adora comer e ler, e faz as duas coisas ao mesmo tempo com frequência. Ela mora na Califórnia com seu marido e filhos, além de um coelho. Saiba mais em yschoo.com.


“O estilo claro e encantador de Choo cria uma realidade alternativa  onde as apostas são tão altas quanto no mundo real, combinando momentos  de narrativa bem fundamenta com o sobrenatural.”
Publishers Weekly





“O que faz com que tudo funcione neste romance é o mundo suntuoso da cultura  emigrante chinesa e a história de amor que se desenrola sob tudo isso  –  uma história repleta de saudade, que as páginas praticamente  suspiram conforme você vira cada uma delas.” 
Oprah.com


“A Noiva Fantasma, um impressionante romance de estreia,  conduz os leitores através de um dos passeios mais selvagens  desde que Alice caiu na toca do coelho”
San Jose Mercury News

“A odisseia de Li Lan a mantém à beira da morte terrena  e prende o leitor às páginas.”
New York Journal of Books

Ficha Técnica
Título: A Noiva Fantasma
Autora: Yangzse Choo
Tradutor: Leandro Durazzo
Editora: DarkSide®
1ª Edição 
Especificações: 360 páginas, capa dura
Dimensões: 16 x 23 cm
Lançamento: Abril de 2015
darksidebooks.com | facebook.com/darksidebooks | vc@darksidebooks.com

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Artista chinês cria esculturas de híbridos entre animais e pessoas.



O artista chinês Liu Xue (só há essa identificação dele) criou esculturas realistas de híbridos entre humanos e animais. Algumas de suas obras são dramaticamente sinistras, talvez pela associação entre as partes humanas e dos bichos. Seja como for, contemplem algumas de suas esculturas que parecem saídas de um filme de Guillermo del Toro.









quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Em Hong Kong, milhares vivem em favelas 'de cobertura'. Via BBC.


"Residência" vista de cima - Cortiço.


Fonte: BBC. Comentários: Franz Lima.
Para muita gente, morar em cobertura é um sinal de afluência social. Mas em Hong Kong, estar no topo de um prédio nem sempre é sinônimo de luxo. A cidade chinesa tem milhares de pessoas morando em verdadeiras favelas no alto de edifícios, muitas vezes em aposentos ilegais construídos de forma precária. E não raramente essas "coberturas-favela" estão superlotadas, apesar do espaço ser mínimo. Chan Piu, por exemplo, vive num quarto que, de tão pequeno, não tem espaço sequer para uma cama. O homem, de 58 anos, dorme sobre uma pilha de jornais. O aposento não tem janelas e a única decoração é uma foto do falecido pai de Chan. Sete outras famílias vivem na cobertura, todas dividindo banheiro, cozinha e a minúscula sala de estar. 

Fila de espera

As coberturas são normalmente construídas com placas de metal e madeira. Durante o verão, ficam extremamente quentes. No inverno, são gélidas. A ironia é que Chan e seus vizinhos têm uma vista privilegiada de Hong Kong. Na realidade, porém, eles vivem em condições esquálidas em função de uma crise habitacional. Embora seja uma das cidades mais ricas do mundo, Hong Kong tem um custo de vida à altura e isso se reflete no preço dos imóveis, um dos mais caros do mundo. Especialmente porque a oferta é muito menor que a procura. Desde 2009, por exemplo, o preço médio dos imóveis dobrou. Há superlotação também na fila de espera por moradias subvencionadas pelo poder local. Chan, por exemplo, espera há dois anos. "Hong Kong é uma cidade afluente, mas não tem uma boa política habitacional. E por isso as pessoas vivem em condições ruins", explica Natalie Yau, assistente social de uma ONG que trabalha com moradores das "favelas de cobertura". "O governo agora quer dar moradia para as famílias de classe baixa, mas há escassez de imóveis e isso cria uma fila imensa", completa Yau. A média de espera é de pelo menos quatro anos. A pobreza é um problema grave em Hong Kong. Não é incomum ver idosos catando restos de comida no lixo. O dólar local é atrelado ao dólar americano, e, com os juros sendo mantidos pelo Federal Reserve em patamares bem baixos, tem sido fácil conseguir crédito, o que ajudou ainda mais a esquentar a especulação imobiliária. Em distritos mais ricos não é raro ver casas vendidas por até US$ 150 milhões. Chan, porém, nem é capaz de imaginar este tipo de de dinheiro. Ele sobrevive de biscates para pagar o aluguel em sua cobertura. Se falhar, precisará se mudar para um lugar ainda menor.

Franz diz: esta matéria foi incluída aqui com um propósito, valorizarmos ainda mais nossas condições territoriais e habitacionais. Mesmo com a grande quantidade de favelas (comunidade é uma forma amena de chamar, o que não muda em nada a realidade) e as áreas urbanas mais precárias, dificilmente encontraremos uma região tão complexa quanto a apresentada na reportagem. 
Essas moradias são uma versão moderna e desumana dos cortiços brasileiros. Mesmo sendo próximas ao centro financeiro do país, localizadas em áreas de grande desenvolvimento, o preço é inacessível ao cidadão comum. A superpopulação também é outro entrave que diminui a qualidade de vida. Acrescentemos a isso o fato de que a cidade virou uma megalópole, repleta de prédios, o que acrescenta em mais perdas, sejam elas de mobilidade ou de habitação, isso sem considerar a sensação claustrofóbica que as selvas de concreto propiciam. 
Claro que esta situação pode ser revertida, talvez com mais rapidez que no Brasil, porém o que conta é o alerta sobre outras regiões do mundo onde a pobreza também existe. 
Não estamos sós, infelizmente, no quesito miséria. Mas temos, certamente, muitos recursos para sair deste "seleto" grupo.

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