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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Coincidências visuais entre o Homem-Coisa e os aliens de Distrito 9


Homem-Coisa
Por: Franz Lima
Definitivamente, a criatividade está desgastada. Apostando no esquecimento dos espectadores ou simplesmente por mero desconhecimento, os criadores dos grandes estúdios de cinema têm perdido pontos quando o quesito é inovação visual. Algumas criaturas recebem até um visual condizente com aquilo que a expectativa do espectador novato almeje, mas o fato é que muitas cópias (por vezes parciais para evitar a percepção imediata) de personagens têm surgido ao longo dos anos. Está cada vez mais difícil encontrar algo realmente inovador quando o assunto é a arte conceitual e o resultado final na tela.
Uma prova do que digo está no já consagrado filme Distrito 9. O filme, antecipo, é uma obra de grande qualidade, uma sci-fi com doses maciças de crítica social que, obviamente, não perde em nada por causa da similaridade que irei apontar.
Um dos destaques de Distrito 9, além da ótima interpretação de Sharlto Copley, é a raça alienígena que cria um bairro, um distrito, para morar. Sem entregar o roteiro da trama (vejam o filme, recomendo), os aliens são uma atração à parte. Entretanto, navegando por aí, percebi que a concepção visual foi, em parte, "inspirada" no Homem-Coisa (que é mais velho que o Monstro do Pântano, antecipo), personagem da Marvel. Teçam suas próprias conclusões a partir das imagens abaixo:

Camarões: Distrito 9
 Curta a fanpage do Apogeu: facebook.com/Apogeudoabismo
As similaridades faciais dos camarões com o Homem-Coisa são bem visíveis.

 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

A mesmice nas capas dos livros nacionais: falta de criatividade ou relaxamento?


Por: Franz Lima

Caso você seja um frequentador de livrarias ou bibliotecas e tenha procurado um livro dentre os recentes lançamentos - entenda recente como algo em torno de três anos - provavelmente encontrou um problema que está cada vez mais comum: a similaridade entre as capas. Esse problema se amplia quando o comprador não sabe o que quer e tenta encontrar um título pela capa. Nesse momento, o ditado "não julgue um livro pela capa" fica ainda mais pertinente, até mesmo porque todas as capas parecem iguais.
Mas será que isso é um problema de simples falta de criatividade ou 'criar' uma capa parecida com a de um livro de sucesso é a fórmula para também vender bem?
Vamos ver alguns dos recentes exemplos de similaridade que beiram as cópias despudoradas.

Mulheres com vestidos:

Esta é uma fórmula recorrente em muitos livros. Uma série de sucesso que usa a fórmula mulher bonita + vestido luxuoso é da autora Lauren Kate. Seus livros têm capas praticamente idênticas e possuem vários livros com visual similar. 

O visual sombrio marca as capas da série Fallen

A editora Seguinte preferiu o visual "princesa" em todas as capas desta série

E seguem as capas que preferem ir "no embalo" a criar algo inteiramente novo:









Aqui tentaram variar, mas a fórmula é a mesma
Agora, vamos a outra capa que é mais comum que moeda de 1 real. 
Casais à beira do beijo ou se beijando.








A falta de criatividade do "fenômeno" 50 tons e seus similares:


Temas similares e capas quase idênticas. Nem os títulos se salvam.

Faces com expressões sombrias, mas nem tanto...








Bocas em profusão:





Também podemos constatar as cópias/plágios que evidenciam ainda mais a total ausência de criatividade: Capas irmãs

Mas há boas capas no mercado que precisaram de pesquisa e rigorosa seleção, além da escolha de bons designers/ilustradores:

Anjos da Morte mistura anjos e Segunda Grande Guerra perfeitamente


Fios de Prata ilustra o universo de Sandman com muita qualidade

Apesar da aparente simplicidade, O Demonologista tem um acabamento impecável
Às vezes, a simplicidade é o segredo de uma boa capa

Esta capa anuncia com maestria o que nos aguarda no livro
Outro ótimo exemplo de criatividade e bom visual

Ainda que a matéria possa parecer muito crítica, o fato é que não há mais a preocupação em preparar um material atraente para o novo leitor. Caso você seja um conhecedor da obra ou do autor, certamente irá chegar ao livro, porém isso não acontece com os novos leitores que desconhecem os livros em questão. Também é preciso lembrar que muitos livros deixam de ser lidos por conta de seu aspecto simplório ou, nos casos inicialmente criticados, por causa da similaridade entre as capas. Óbvio que não se deve julgar um livro pela capa (lógica já imortalizada pela cultura popular), mas é impossível não notar o descaso com os leitores que são bombardeados por obras de visual extremamente parecido e conteúdos quase idênticos.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Moacyr Scliar fala sobre "As Aventuras de Pi" e o plágio de seu livro "Max e os Felinos".


Por: Franz Lima
É indiscutível que o livro 'A vida de Pi' (hoje conhecido por 'As aventuras de Pi' em função do sucesso do filme) tem um bom conteúdo e está escrito de forma cativante. Mas também é fato que o livro foi "inspirado" na obra Max e os Felinos, de autoria do escritor brasileiro Moacyr Scliar. 
Usando a base da história de Scliar, após alterar nomes, características e o contexto do fato que leva o menino a se tornar um náufrago, Yann Martel criou o que hoje é o sucesso conhecido por As Aventuras de Pi, um livro que foi recentemente adaptado ao cinema. Por conta do sucesso nos cinemas, o livro teve até o título e a capa originais alterados. 
Clareada essa parte da história, vamos agora aos fatos que geraram o que alguns dizem ser suspeita, porém eu chamo de plágio na cara de pau.
O livro de Yann foi agraciado em 2002 com o Booker, um importante prêmio onde obras de romance e ficção redigidas em língua inglesa entram na busca desse reconhecimento, principalmente por causa do destaque que a obra recebe, caso premiada. Desde essa época já havia a suspeita de plágio...


Só para relembrar, "As Aventuras de Pi", narra as aventuras de um adolescente indiano, filho do dono de um zoológico, que acaba em um bote após naufragar. Para seu desespero, ,um enorme tigre-de-bengala, que hoje é quase toda a capa do livro, torna-se seu companheiro de solidão. Já o nosso autor nacional, o consagrado Moacyr Scliar, muito anos antes pensou na seguinte história: um garoto alemão, fugitivo do regime nazista, viaja em um grande navio onde são transportados muitos animais e, por um infortúnio, sofre o naufrágio. No bote onde esse garoto fica para se  salvar, ele descobre que há um jaguar que torna-se seu companheiro de solidão. Coincidência? Claro que não. 
Infelizmente Moacyr Scliar faleceu há quase dois anos. Mesmo assim, creio que ele não faria tanta questão pelos direitos autorais ou algo do gênero - direitos recebidos pelo filme, por exemplo - mas ficaria muito feliz pelo reconhecimento da sua obra como, no mínimo, a base para Life of Pi. Mesmo a nota de agradecimento que Yann Martel lançou nas novas edições não é o suficiente, devendo, na minha opinião, haver uma retratação de maior amplitude e divulgação por parte de Martel. 
Enquanto isso tudo não ocorre, fica o "lembrete" para que episódios como esse não caiam no fosso do esquecimento. 




Moacyr Scliar
Abaixo, a transcrição da introdução do livro "Max e os Felinos", feita após a descoberta do dito plágio, via Folha de São Paulo:
INTRODUÇÃO
Moacyr Scliar

 
O Destino ainda bate à porta, claro, mas nesta época de comunicações instantâneas prefere o telefone. Na tarde de 30 de outubro de 2002, voltando para casa cansado de uma viagem, recebi uma ligação. Era uma jornalista do jornal O Globo, dando-me uma notícia que, a princípio, não entendi bem: parece que um escritor tinha ganho, na Europa, um prêmio importante com um livro baseado em um texto meu.
Minha primeira reação foi de estranheza: um escritor, e do chamado Primeiro Mundo, copiando um autor brasileiro? Copiando a mim? Ela se ofereceu para me dar mais detalhes, o que foi feito em telefonemas seguintes, e assim aos poucos fui mergulhando no que se revelaria, nos dias seguintes, um verdadeiro torvelinho, uma experiência pela qual eu nunca havia passado.
Sim, um escritor canadense chamado Yann Martel havia recebido, na Inglaterra, o prestigioso prêmio Booker, no valor de 55 mil libras esterlinas, conferido anualmente a autores do Common wealth britânico ou da República da Irlanda (entre outros: Ian McEwan, Michael Ondaatje, Kingsley Amis, J.M.Coetzee, Salman Rushdie, Iris Mur doch). Sim, ele dizia que havia se baseado em um livro meu, Max e os felinos, publicado no Brasil em 1981, pela L&PM (Porto Alegre), e traduzido poucos anos depois nos Estados Unidos como Max and the Cats (New York, Ballantine Books, 1990) e na França como Max et les Chats (Paris, Presses de la Renais sance, 1991). É uma pequena novela que escrevi com grande prazer - lembro-me de um fim de semana na serra gaúcha em que matraqueava animado a máquina de escrever, em todos os minutos em que não estava cuidando de meu filho, ainda pequeno.
Minha primeira reação não foi de contrariedade.
Ao contrário, de alguma forma senti-me envaidecido por ter alguém se entusiasmado pela idéia tanto quanto eu próprio me entusiasmara. Mas havia, na notícia, um componente desagradável e estranho, tão estranho quanto desagradável. Yann Martel não tinha, segundo suas declarações, lido a novela. Tomara conhecimento dela através de uma resenha do escritor John Updike para o New York Times, resenha desfavorável, segundo ele.
Esta afirmativa me perturbou. Max and the Cats não chegou a ser um best-seller, mas os artigos sobre o livro, que me haviam sido enviados pela editora, eram favoráveis - inclusive o do New York Times, assinado por Herbert Mitgang. Teria Updike escrito uma outra resenha - para o mesmo jornal? Se era esse o caso, por que eu não a recebera? Será que os editores só mandavam resenhas favoráveis?
À afirmativa seguia-se um comentário de Martel. Uma pena, dizia ele, que uma idéia boa tivesse sido estragada por um escritor menor. Mas, em seguida, levantava uma outra hipótese: e se eu não fosse um escritor menor? E se Updike tivesse se enganado? De qualquer maneira a idéia principal do livro serviu-lhe de ponto de partida para sua obra The Life of Pi. E qual é essa idéia?
O Max Schmidt de meu livro é um jovem alemão que está fugindo do nazismo e que embarca para o Brasil. O navio em que viaja, um velho cargueiro, transporta também animais de um zoológico. Há um naufrágio, criminoso, mas Max salva-se em um escaler. E de repente sobe a bordo um sobrevivente inesperado e ameaçador: um jaguar. Começa então a segunda parte da novela, que tem como título O jaguar no escaler.
Esta, a idéia que motivou Martel. O seu personagem, Piscine Molitor Patel, Pi, é um menino hindu cujo pai é dono de um zoológico. A família emigra para o Canadá, levando os animais a bordo. Há, na segunda parte do livro, um naufrágio (que depois será considerado criminoso). Pi salva-se. No mesmo barco estão um tigre de Bengala, um orangotango e uma zebra. O tigre liquida os três e Pi fica à deriva com o felino por mais de duzentos dias.
O texto de Martel é diferente do texto de Max e os felinos. Mas o leitmotiv é, sim, o mesmo. E aí surge o embaraçoso termo: plágio.
Embaraçoso não para mim, devo dizer logo. Na verdade, e como disse antes, o fato de Martel ter usado a idéia não chegava a me incomodar. Incomodava-me a suposta resenha e também a maneira pela qual tomei conheci mento do livro. De fato, não fosse o prêmio, eu talvez nem ficasse sabendo da existência da obra. No lugar de Martel eu procuraria avisar o autor. Aliás, foi o que fiz, em outra circunstância. Meu livro A mulher que escreveu a Bíblia teve como ponto de partida uma hipótese levantada pelo famoso scholar norte-americano Harold Bloom segundo a qual uma parte do Antigo Testamento poderia ter sido escrita por uma mulher, à época do rei Salomão. Tratava-se, contudo, de um trabalho teórico. Mesmo assim, coloquei o trecho de Bloom como epígrafe do livro - que enviei a ele (nunca respondeu - nem sei se recebeu -, mas eu cumpri minha obrigação). Martel agiu de maneira diferente. No prefácio, em que agradece a muitas pessoas, atribui a "fagulha da vida" ("the spark of life") que o motivou a mim. Mas não entra em detalhes, não fala em Max e os felinos.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Direito Autoral e Registro de Obra - via Biblioteca Nacional.


Fonte: Biblioteca Nacional
As informações aqui lançadas são parte do site da Biblioteca Nacional, fonte de cultura e também o local destinado ao registro e armazenamento de obras musicais, literárias e desenhadas. O post não está com todos os informativos sobre o assunto, mas você pode acessá-los facilmente, clicando no link acima. 
Não permita que sua obra seja plagiada por falta de informação. Leia atentamente este post.

O que é Propriedade Intelectual?

A Propriedade Intelectual protege as criações intelectuais, facultando aos seus titulares direitos econômicos os quais ditam a forma de comercialização, circulação, utilização e produção dos bens intelectuais ou dos produtos e serviços que incorporam tais criações intelectuais. A Propriedade Intelectual lida com os direitos de propriedade das coisas intangíveis oriundas das inovações e criações da mente humana. Ela engloba os Direitos Autorais os Cultivares (obtenções vegetais ou variedades vegetais) e a Propriedade Industrial (patentes, desenhos e modelos industriais, marcas, nomes e designações empresarias, indicações geográficas, proteção contra a concorrência desleal).

O que são Direitos Autorais?

Os Direitos Autorais protegem os programas de computador, regulados pela Lei nº. 9.609/98, cuja política está a cargo do Ministério da Ciência e Tecnologia e seu registro é realizado pelo Instituto Nacional de Propriedade intelectual (INPI), órgão do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio. Protegem também as obras intelectuais reguladas pela Lei nº. 9610/98, cuja política está a cargo do Ministério da Cultura e seu registro realizado conforme a natureza da obra, sendo os seguintes os órgão de registro:

• Escritório de Direitos Autorais (EDA) da Fundação Biblioteca Nacional (FBN): registro de obras literárias, desenhos e músicas;
• Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA): registro de obras de engenharia, arquitetura e urbanismo;
• Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro: registro de obras de artes visuais;
• Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro: registro de obras musicais.



O registro autoral é obrigatório?

Não, o registro não é obrigatório. Conforme se infere na legislação autoral vigente, o registro no campo autoral tem conteúdo meramente declaratório, e não constitutivo como ocorre no direito de propriedade industrial em geral.

Como e para onde devo encaminhar as obras que desejo registrar?

Todas as obras a serem encaminhadas para registro deverão ser apresentadas em um exemplar legível, devidamente numerado e com cada página rubricada pelo(s) autor(es) requerente(s), e na forma encadernada para uma melhor conservação do mesmo, tendo em vista que tal cópia ficará armazenada conosco em definitivo. Logo, guarde sempre consigo, a obra original. As obras encaminhadas para registro ficarão sob a guarda do Escritório de Direitos Autorais e estarão acessíveis somente ao autor/titular ou seu procurador devidamente autorizado. Todos os registros devem ser encaminhados juntamente com o Formulário de Requerimento para Registro e/ou Averbação, preenchido em letra de forma, datado e assinado conforme a assinatura da identidade do (a) requerente, (anexar sempre a cópia legível do CIC/RG dos autores requerentes). Remessa para o seguinte endereço: Rua da Imprensa, n. º 16 - 12.º andar - S.l. 1.205 - Castelo - Rio de Janeiro - RJ - CEP. 20030-120. Lembramos que a forma mais rápida e segura para a remessa do material é o SEDEX. 

Qual o custo para registro e as formas de pagamento do mesmo?

O valor da taxa para cada registro solicitado e os dados sobre a forma de pagamento podem ser encontrados na nossa área de Registro / Serviços . As taxas deverão ser encaminhadas juntamente com cada processo de solicitação de registro. 

O que é o direito de autor?

É o direito que todo criador de uma obra intelectual tem sobre a sua criação. Esse direito personalíssimo, exclusivo do autor (art. 5. º, XXVII, da Constituição Federal), constitui-se de um direito moral (criação) e um direito patrimonial (pecuniário). Está definido por vários tratados e convenções internacionais, dentre os quais o mais significativo é a Convenção de Berna. No Brasil, a Lei n. º 9.610 de 19/02/98 regula os direitos de autor.

A Lei 9.610/98 vale para estrangeiros também?

Sim, é claro. O direito autoral é um direito sem fronteiras. No nível internacional há várias convenções sobre direito de autor, dentre as quais a de Berna é o paradigma para a nossa legislação de regência (Lei n. º 9.610/98) . Todos os países signatários dessa convenção procuram guiar-se pelo princípio da reciprocidade de tratamento para os nacionais dos países integrantes da União de Berna. Assim é que os estrangeiros domiciliados no exterior gozarão da proteção assegurada nos acordos, convenções e tratados em vigor no Brasil. Dessa maneira, é necessário que o ato internacional seja aprovado pelo Congresso e sancionado pelo Executivo, ou seja, que se torne lei, isto é, não basta apenas o Brasil assinar o ato internacional. De acordo com o parágrafo único, aplica-se o disposto na Lei 9.610/98 aos nacionais ou pessoas domiciliadas em país que assegure aos brasileiros ou pessoas domiciliadas no Brasil a reciprocidade na proteção aos direitos autorais ou equivalentes.

O que é obra inédita?

Obra inédita é aquela que não haja sido objeto de publicação.

O que é publicação?

Publicação é o oferecimento de obra literária, artística ou científica ao conhecimento do público, com o consentimento do autor, ou de qualquer outro titular de direito de autor (herdeiros, sucessores, titulares etc.).

O que é obra intelectual?

A doutrina do direito autoral qualifica como obra intelectual toda aquela criação intelectual que é resultante de uma criação do espírito humano (leia-se intelecto), revestindo-se de originalidade, inventividade e caráter único e plasmada sobre um suporte material qualquer.Como disse Henry Jessen: "A originalidade é condição sine qua non para o reconhecimento da obra como produto da inteligência criadora. Só a criação permite produzir com originalidade. Não importa o tamanho, a extensão, a duração da obra. Poderá ser, indiferentemente, grande ou pequena; suas dimensões no tempo ou no espaço serão de nenhuma importância. A originalidade, porém, será sempre essencial, pois é nela que se consubstancia o esforço criador do autor, fundamento da obra e razão da proteção. Sem esforço do criador não há originalidade, não há obra, e, por conseguinte, não há proteção".

O que são obras intelectuais protegidas?

De acordo com o art. 7. º da Lei de regência (Lei n. º 9.610/98) são obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro.

Saiba mais acessando o link no início deste post.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Literatura corta e cola (Via Revista Época)


Fonte: Época.
Texto de Danilo Venticinque
Conterrânea de Günter Grass e Thomas Mann, vencedores do Nobel de Literatura, a adolescente Helene Hegemann não precisou de tempo nem de originalidade para fazer barulho no mundo das letras alemãs. Com seu romance de estreia, Axolotle Atropelado (Intrínseca, 208 páginas, R$ 39,90), que narra a vida de uma adolescente em uma Berlim sombria, repleta de sexo e drogas, a autora de 17 anos foi indicada ao prêmio principal dos festivais literários de Colônia e Leipzig. O livro vendeu mais de 100 mil cópias, foi traduzido para 14 idiomas e garantiu o lugar de Helene entre as principais revelações da literatura contemporânea no país. Seria uma história irretocável de garota prodígio, não fosse a revelação de um segredo embaraçoso: dezenas de trechos do livro foram copiados diretamente de blogs e outras fontes da internet.
O que faz de Helene um fenômeno literário em vez de um caso clássico de plágio é a explicação dada pela autora após as primeiras acusações de cópia, feitas por um blogueiro anônimo que reconheceu trechos de seus posts no romance. No início, Helene contra-atacou e disse que as queixas eram por “inveja”. Depois, decidiu assumir a reprodução de textos alheios como parte de seu estilo e afirmou que fazia “mixagem” literária. “Não entendo por que tanto barulho em torno disso”, disse a escritora, em entrevista à revista alemã Der Spiegel. Surpreendentemente, a crítica alemã, conhecida por seu rigor com escritores do país, comprou a explicação da autora. O jornalista Volker Weidermann, jurado de um dos prêmios, afirmou que o romance não era “completamente limpo”, mas que a cópia fazia parte do conceito do livro. A editora, em vez de adotar o tratamento costumeiro em casos comprovados de plágio (retirar os livros das prateleiras e relegar o autor ao ostracismo), limitou-se a lançar uma nova edição do romance, com uma discreta lista de referências ao final do texto – e continuou a vender (bem) o livro.
O tratamento dado ao caso deve-se, em parte, aos méritos da autora. Axolotle atropelado mistura a linguagem ágil da internet e os diálogos breves a um estilo literário marcante, com influências que vão da literatura beat de Jack Kerouac a obras recentes como Fucking Berlin, de Sonia Rossi, uma imigrante italiana que trabalhou como prostituta em Berlim para pagar sua faculdade. O livro também tem aspectos autobiográficos: assim como a personagem principal de seu romance, Helene também se mudou para Berlim após a morte da mãe, aos 13 anos, e acostumou-se a trocar a escola pela vida noturna da cidade. Se as palavras do livro nem sempre são da autora, as experiências que inspiraram o enredo certamente são. Seus méritos literários precoces também podem ser confirmados por trabalhos anteriores: aos 15 anos, Helene escreveu uma peça de teatro e a adaptou para ser veiculada no rádio. Aos 16, escreveu e dirigiu seu primeiro filme. Seu pai, Carl Hegemann, é um crítico e dramaturgo conhecido na cena literária local.
A principal justificativa para o sucesso (e a impunidade) de Axolotle atropelado, porém, é um movimento gradual da crítica e do mercado para aceitar a mixagem como uma forma válida de literatura – algo impensável há cinco anos. Em 2006, a estudante de Harvard Kaavya Viswanathan, de 19 anos, teve de romper um contrato com a tradicional editora Little Brown e viu seu livro de estreia How Opal Mehta got kissed, got wild and got a life ser tirado das prateleiras por misturar trechos e cenas de outros romances juvenis. Entre o caso de Kaavya e o de Helene, no entanto, as livrarias foram invadidas por uma série de mashups literários: livros que misturam trechos de romances clássicos a histórias originais para produzir uma nova obra, a exemplo do infame Orgulho e preconceito e zumbis.
A cópia também se manifestou na alta literatura: Michel Houellebecq, um dos escritores franceses mais incensados da atualidade, usou diversos trechos da Wikipédia francesa em seu romance O mapa e o território, de 2010. Depois de descoberto, disse que a colagem de textos enciclopédicos e documentais fazia parte de seu estilo literário. Colou. O fenômeno foi reconhecido recentemente pelo crítico de arte francês Nicolas Bourriard. No ensaio Post-production, ele afirma que, desde os anos 1990, artistas têm se dedicado a reproduzir e reapresentar trabalhos anteriores, flexibilizando os conceitos de autoria e originalidade. A rigor, a tendência vem das salas de aula.
Um livro da americana Susan Blum – My word: plagiarism and college culture (ou Minha palavra: plagiarismo e cultura universitária) – descreve como os estudantes americanos já não consideram errado usar trechos de outras pessoas em seus trabalhos. Estão criando, na prática, um novo conceito de originalidade. Helene aplica isso à literatura. “Não acho que estou roubando, porque coloquei todo o material em um contexto diferente, único”, diz. “O livro foi escrito para representar meu tempo e, por isso, rejeita o excesso de direitos autorais em favor do direito de copiar e transformar.” A julgar pelo argumento de Helene, talvez o maior pecado de Kaavya tenha sido a hesitação em admitir a cópia. Se a tivesse assumido como estilo, como Helene e Houellebecq, poderia ser saudada como pioneira em vez de se aposentar precocemente da carreira literária.

Esta matéria serve para ilustrar o quanto alguns autores usam do material de outros em prol de um sucesso rápido. Mas também serve para exemplificar que as ações tem seus efeitos e, nestes casos, nem sempre benéficos. 
Um lembrete para o plagiador ou o indivíduo que utiliza palavras e conhecimentos de outros para se destacar: quem escreveu originalmente um conto, livro, crônica ou um simples texto curto, certamente possui a capacidade de fazê-lo por muitas outras vezes, coisa que o copiador, o plagiador não conseguirá. Assim, cedo ou tarde, o talento irá falar mais alto, levando o autor original da obra a ter seu reconhecimento e, inevitavelmente, condenando o usurpador de idéias ao esquecimento ou escárnio.
Franz Lima

quinta-feira, 15 de março de 2012

Pirataria chinesa chega aos cartazes de filmes. Veja exemplos!


Fonte: Cinema com rapadura. Por: Jurandir Filho

Que a China é um país famoso por exportar imitações de produtos de grandes marcas, DVDs piratas e tudo quanto é tipo de quinquilharia a preços módicos, todo mundo sabe. Pirataria, falsificação e violações de direitos autorais na China provocaram perdas de mais de US$ 90 bilhões nos últimos três anos, afirma a Comissão Internacional de Comércio dos EUA (USITC, na sigla em inglês). A novidade é que distribuidoras de filmes chinesas especializaram-se em copiar os pôsteres de filmes consagrados do cinema internacional, em especial do norte-americano. Ninguém está imune.
O site chinês Wenxuecity.com (publicadas nos EUA pelo The Hollywood Reporter) garimpou as cópias mais absurdas. Veja alguns absurdos:



Confiram os outros cartazes clonados escancaradamente clicando em Cinema com Rapadura

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Starship troopers e Starcraft: apenas nomes parecidos?



Até onde estas duas franquias são independentes? Apesar de Starship ter sido lançado anteriormente ao jogo Starcraft, podemos afirmar que um não buscou "inspiração" no visual e no conceito básico do outro?
Coincidência ou não, tanto o filme como o jogo apresentam uma grande igualdade: os ataques de insetos gigantes e plenos de ódio por humanos. Soldados são colocados na maior roubada de suas vidas e, para variar, estão cercados por ninhadas de alinígenas parecidos com baratas, gafanhotos, aracnídeos e outros estereótipos de insetos que impõem medo. O que não muda entre um e outro: um alienígena é mais letal, quase sempre, que um humano armado. Outra igualdade é a quantidade de alienígenas que atacam. Eles sempre usam um "bando" com inúmeros deles para minar as forças de defesa (pois, basicamente, a defesa e o planejamento são o segredo do sucesso para sobreviver, seguidos, logicamente, pelo ataque). Como disse, as coincidências não ficam apenas nos nomes.
Aos que ainda não viram ou não lembram de Tropas Estelares, sem mandar spoiller, resta dizer que as cenas de combate são incríveis, principalmente se levarmos em conta que a produção data do ano de 1997. 
Outro ponto positivo no filme de Paul Verhoeven é a exposição das diferenças ideológicas entre pilotos, engenheiros e a tropa de infantaria. Acreditem, este tipo de intriga e preconceito é algo ainda existente entre os militares. No jogo, há uma forte influência da disciplina e hierarquia entre os militares e, inclusive, entre os Zergs.
Agora, uma dúvida que não posso sanar é até onde houve um simples acaso e onde houve plágio da idéia central. Os roteiros são muito diferentes, porém não há como negar que entre Starship Troopers e Starcraft (o primeiro de 1997 e o segundo de 1998) há um incômodo e uma dúvida provocados pelas semelhanças. 
Starcraft já teve sua nova versão lançada recentemente, dando sequência à franquia. Starship Troopers será em breve refilmado, o que traz enormes expectativas para os fãs do filme original (as sequências foram péssimas) e, caso tenha sucesso, poderá determinar uma sobrevida à franquia cinematográfica, venda de produtos licenciados e outros produtos. Mas será que teremos um filme com influência do game ou tudo não passa de uma teoria equivocada da "conspiração"?
E você, o que acha?


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