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sábado, 15 de outubro de 2016

Westworld: review do segundo episódio. Dilemas e mistérios.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Leiam antes a resenha do primeiro episódio: S01E01.
Dilemas.
Westworld é, antes de qualquer coisa, uma terapia para refletirmos sobre nossos problemas interiores, questionarmos as motivações que nos levam a agir, seja com amor ou ódio. É impossível passar incólume a essa série e suas várias questões morais, sociais e religiosas nela embutidas.
O que encontramos nesse segundo episódio é a retomada das histórias. Os visitantes são apresentados de forma mais explícita.
Somos novamente transportados para o Velho Oeste. Prostitutas, cowboys, assassinos, vendedores, jogadores, mães... todos estão prontos para propiciar a mais intensa incursão em um mundo que não mais existe. Mas o preço para se viver essa aventura é alto, já que o dinheiro para adentrar esse universo é possível ter; o difícil é sair ileso dessa imersão. Não há como apagar erros, esse é um dos ensinamentos de Westorld.
Reencontramos personagens que já causaram impacto no primeiro episódio: Dolores e as dores que acompanham sua existência, assim como o próprio nome sugere; Dr. Ford que revela sutilmente um segredo de seu passado; Maeve, a prostituta que viveu muito mais (e sofreu) do que aparenta; o Homem de Preto, insaciável e incansável em sua busca pelo labirinto; Bernard Lowe e Theresa Cullen, cujas relações trabalhistas e discordantes escondem muito mais; e, por último, o surgimento de William (Jimmi Simpson), um homem que pagou para viver a experiência única de Westworld, porém parece não combinar com o ambiente e a escolha que fez.
Novas revelações sobre como homens e máquinas interagem são apresentadas. O grande teatro tem ainda muito a mostrar e, a cada vez que algo é exposto ao espectador, tudo indica para um caos crescente. A sensação de poder que atinge os criadores do parque é enorme e, talvez por isso, pequenos detalhes vão sendo desprezados.
São tantas incógnitas que poderiam deixar um matemático louco. Lidar com isso é perigoso, como cada episódio deixa transparecer.
Por fim, peço que atentem para a mensagem embutida nos diálogos e na narrativa: o homem é capaz de tudo para obter satisfação. Escravidão, estupro, abuso, violência, mortes, tortura... tudo isso está no DNA do ser humano, mas ganha força quando ele detém o tempo, a força e o dinheiro para exercê-los.


Até a próxima resenha, amigos.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Compare o Westworld de 1973 com a série da HBO.



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Caso você ainda não tenha lido a resenha do primeiro episódio de Westworld, clique no link e veja. Garanto que não se arrependerá! Westworld S01E01.
A trama mostra um mundo criado por humanos para ser um parque de diversões temático. O problema está nos "brinquedos". Compare a versão de 1973, no vídeo acima, com a nova série da HBO. Ambas idealizadas pela mente de Michael Crichton, autor de Jurassic Park. Impossível não se apaixonar pela série...


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Westworld. Uma das mais promissoras séries da HBO. Análise do primeiro episódio.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.



Uma localidade do Velho Oeste norte-americanto. Uma mulher cercada de aparatos tecnológicos avançados. O que têm em comum? Esse é o mistério inicial de Westworld.

A narrativa é feita em off por uma mulher que é questionada, interrogada por alguém. Essa mulher é um dos alicerces da trama. Atenção à participação dela.

Cuidado! Spoilers em profusão a partir de AGORA.

Westworld é um parque de diversões. Sim, um parque onde ciborgues (esse é o termo mais próximo daquilo que são, já que não há um organismo vivo anexado à máquina, mas uma máquina moldada pelo homem para imitar à perfeição um ser humano) dão aos visitantes a ilusão de estarem de volta ao Velho Oeste. Uma terra sem lei, governada por mãos de aço (como diria o Pica-Pau). A diversão consiste, basicamente, em desfrutar de uma era extinta. Ser um cowboy, um rancheiro, uma madame, uma prostituta, um ladrão... são muitas as possibilidades por trás desse universo recriado.
A reconstrução desse mundo passado é dispendiosa, cara e moralmente discutível. Homens e mulheres pagam para ter seu dia nesse mundo. Uma vez lá, são intocáveis para os habitantes costumeiros e podem, literalmente, fazer o que lhes aprouver. Desde um simples contato, uma conversa ou até mesmo estupro e assassinato. Não há limites morais para os “visitantes” de Westworld.
As máquinas interagem e se adaptam aos visitantes. Eles não têm consciência de sua real condição, fato que promove uma maior imersão aos visitantes. A diferenciação entre um humano e um “anfitrião” é  praticamente impossível.
O que é ético ou não fica em suspensão todo o tempo. Ver máquinas com aspecto 100% humano é algo impactante. Como tratar alguém que é, aos olhos, tão humano quanto nós? O grau de interação entre homens e seres com inteligência artificial é uma opção que pode ser controlada. O que não pode ser previsto é o grau de adaptabilidade das máquinas, os limites da inteligência artificial, sua capacidade de armazenar experiências e, principalmente, os freios morais (ou a inexistência deles) das pessoas.
Nesse primeiro episódio é preciso destacar a presença de Anthony Hopkins, interpretando o Dr. Ford (talvez uma homenagem ao gênio industrial Henry Ford), o responsável pela criação dos ciborgues. Ele vive em um mundo tão isolado quanto as criaturas com IA. Há, aparentemente, uma dependência dele para com as máquinas. Isso deverá ser mais explorado nos episódios seguintes.

Nota: assistir Westworld e não lembrar de Blade Runner e os replicantes é quase impossível. Desde o primeiro segundo da narrativa é possível sentir o cheiro adocicado da tragédia. Aliás, a abertura já anuncia que nada é tão perfeito. Vejam abaixo:



O que se segue não difere, como disse acima, da trama de Blade Runner. Os anfitriões – ciborgues com maior poder de interação – passam a apresentar pequenos problemas. Até onde esses erros podem ir é algo que não fica explícito. Mas o potencial destrutivo disso fica pairando na atmosfera. 


Um ponto desprezado pelos idealizadores do projeto está em um ser humano (?): Ed Harris. Ele interage diariamente como um vilão, um bandido. Seu prazer está em praticar o mal contra os ciborgues.  Ele quer se aprofundar no “jogo” e isso é uma variante com a qual os criadores de Westworld não contavam. O personagem de Harris é frequentador do “parque” Westworld há trinta anos.
O dilema moral de Westworld é sobre a velha mania do homem de brincar de ser Deus. Dolores é uma das personagens que mais sofre com as brincadeiras nesse universo criado. Ela sofre por amor, por medo, violência e pela constante perda de tudo que ama. Essas perdas vão, ao longo dos tempos, marcando o inconsciente dela. Mesmo sendo uma criatura feita pela inteligência do homem, hipoteticamente insensível aos males que passa, ela sofre.
Tal como vimos e lemos em Frankenstein, a criatura não está e nunca estará sob o total controle do criador. Essa é uma regra que os homens deveriam ter aprendido há muito tempo, porém fazem questão de esquecê-la.
Não há programação perfeita. Com tempo e esforço, as barreiras e códigos podem ser quebrados ou alterados. Essa é uma verdade com a qual nós, humanos dessa era, convivemos e aprendemos a lidar. Essa controvérsia também é bem explorada no primeiro Matrix e em alguns episódios de Animatrix. Máquinas com comportamento e sentimentos humanos são controláveis até que ponto?

Nota: prestem atenção à reação dos anfitriões quando moscas pousam neles. Essa é uma dica bem legal para entender um pouco da amplitude da inteligência artificial e sua adaptação aos fatos novos...


P.S.: A presença de Rodrigo Santoro ficou muito boa. Ele é um dos vilões da trama (Hector Escaton), porém, se raciocinarmos um pouco, todos os seres criados só são bons ou maus conforme assim lhe determinam. Então, o que dizer da maldade humana cujo alcance está limitado pela moral existente na pessoa?
P.S.2: Westworld é baseado na obra homônima de Michael Crichton – com o subtítulo “onde ninguém tem alma”, escrita e dirigida por ele em 1973. O filme é estrelado por Yul Brynner, ator consagrado no gênero de Faroeste. A trama, apesar de ser mais resumida, mostra pessoas interagindo com máquinas que simulam ambientes e situações históricos. Além do Velho Oeste, há também Roma e a Idade Média. A trama original dá indícios do caos que nos aguarda na série.
P.S.3: A equipe que gerencia, cria e programa tudo para as encenações de Westworld também é afetada pela presença dos humanos por eles construídos. É impossível se manter apático diante de seres tão perfeitos. O Dr. Ford e Bernard, um dos principais responsáveis pela manutenção do projeto, são discretamente ‘modificados’ pela interação direta e indireta com os ciborgues. Isso, certamente, ainda dará muito pano para a manga. Um fato interessante está no jogo disputado entre os integrantes da equipe; um jogo por poder.

Nota final: a HBO mostra coragem e adequação ao apresentar o processo de construção e descarte dos humanos cibernéticos. As cenas de nudez são adequadas ao contexto e evidenciam, sobretudo, a escolha correta do elenco. Não é fácil encenar ser uma máquina sem sentimentos... ou uma que está começando a tê-los.

Elenco da produção da HBO:
Anthony Hopkins, Ed Harris, Evan Rachel Wood, James Marsden, Thandie Newton, Jeffrey Wright, Jimmi Simpson, Rodrigo Santoro, Shanno Woodward, Ingrid Bolsø Berdal, Ben Barnes, Angela Sarafyan, Clifton Collins Jr.


Direção: Jonathan Nolan.



sábado, 4 de outubro de 2014

Provável imagem de Mark Hamill como o mestre jedi Luke Skywalker.



O site Sploid-Gizmodo fez uma fotomontagem onde é possível antever como será Luke Skywalker na continuação de Star Wars. A foto original de Mark Hamill está abaixo. 
Fãs aguardam ansiosos por Star Wars: episódio VII, dirigido por J. J. Abrams.

A foto original


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Roteirista de Star Trek passa a dirigir o terceiro filme após saída de J. J. Abrams


Após o abandono da franquia Star Trek para dirigir o sétimo filme da série Star Wars, J. J. Abrams deixou uma legião de Trekkers aflita. Quem estaria à altura para continuar o projeto que é sucesso e agradou fãs e até quem não conhecia a saga?
A Variety informou que Roberto Orci, roteirista dos dois filmes da nova fase e também de O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro, Transformers e Missão Impossível 3 assumiria essa árdua tarefa. O roteiro continuará sob sua responsabilidade e já está em elaboração.
Apesar da boa notícia da continuidade por parte de alguém que já estava no projeto, ainda fico com o pé atrás. J. J. Abrams realizou dois filmes que são absolutamente magistrais, principalmente por seu grande talento como diretor. 
Será que Orci conseguirá manter o resultado dos antecessores?

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Star Trek: resenha do melhor Reboot dos últimos anos.


Por: Franz Lima.

A sensação de que algumas obras são definitivas não é incomum. Muitos são os defensores da manutenção de certos filmes, livros e outros produtos por conta do impacto que tiveram em uma geração, passando, inclusive, para outras que se seguem. Star Trek (Jornada nas Estrelas) é um desses exemplos. A franquia já teve muitas versões - ainda que algumas não tenham agradado tanto -, mas é inquestionável que a tripulação original (Kirk, Spock, Scotty e outros) foi a mais marcante. O carisma desses personagens ultrapassou décadas e angaria fãs até os dias atuais. E é esse mesmo carisma que me levou a olhar com desconfiança para o reboot de Star Trek, um novo filme onde seria "recontada" a origem e os primeiros dias da tripulação da USS Entreprise. 
O filme é de 2009 e eu levei quatro longos anos para dedicar um pouco de atenção à trama. Confesso: eu me arrependi. Me arrependi de ter esperado tanto tempo para conhecer uma obra tão primorosa. Agora, resta-me explicar o que torna o novo Star Trek tão bom.


Respeito à obra original.

Esse é um dos pontos a se destacar. A nova produção respeita de forma admirável o que foi idealizado por Gene Roddenberry. Tal como na série, temos personagens com grande carisma e interpretados de forma convincente por atores que, pelo que pude ver, entenderam a responsabilidade que lhes foi conferida. Cada um se encaixou de forma ímpar aos personagens e ao contexto da história, mantendo elos que seus antecessores criaram... ou melhor, melhorando-os.

Realidade alternativa.

Verdade seja dita, esse novo filme é ideal para antigos fãs e, logicamente, para os novos. A essência de Star Trek foi mantida, o que não impediu o diretor J. J. Abrams de adicionar elementos capazes de cativar um público mais novo e exigente. Star Trek tem ação, humor, efeitos especiais de primeira e, logicamente, uma narrativa bem similar àquela que vimos em outros filmes com James Kirk e sua tripulação. Mas, como todo bom fã, ainda havia a sensação de ausência de uma história que mostrasse os primórdios da equipe da Entreprise. Mesmo que um ou outro personagem não tenha recebido uma atenção tão grande quanto Spock, Kirk, Dr. McCoy, Uhura e Sulu, isso não minimiza o brilhantismo do roteiro feito por Roberto Orci e Alex Kurtzman. Eles, aliás, valeram-se da ideia de uma realidade alternativa para não ficarem restritos aos acontecimentos registrados nos outros filmes, o que proporcionou - a partir do segundo filme - uma maior liberdade para o diretor e os roteiristas.


Passado.

As origens ou parcelas do passado de alguns personagens são reveladas. Não acompanhei todos os episódios da série de TV e também não pude - ainda - ver todos os filmes da franquia, fatores que não me impedem de afirmar que foi feita uma abordagem nova e coerente sobre os principais tripulantes da Enterprise e os acontecimentos que levaram à formação dessa equipe. 
J. J. Abrams orquestrou um filme onde é possível perceber as motivações e as nuances que moldam o caráter de cada personagem. Os roteiristas obtiveram sucesso ao compor uma trama que mostra como pessoas tão diferentes puderam se unir.


Interpretações.

Não espere que haja uma cópia fiel dos personagens da consagrada série de TV. Há muitas semelhanças, porém foi garantida a cada um dos atores a liberdade de acrescentar detalhes que lhes facilitasse a interpretação e, principalmente, trouxesse maior credibilidade às cenas e à trama. 
Acompanhei diversos episódios da série original e, contrariando minha desconfiança inicial, pude ver e identificar trejeitos, ações e o caráter de cada um dos 'heróis'. Percebi, ainda, que a trama buscou homenagear cada um deles, mas também valorizar os novos atores que, com merecido talento, ganharam os corações dos fãs trekkers.


Spock e Kirk: antagonistas ou amigos?

Esse é um trunfo que J. J. Abrams usou magnificamente. As infâncias dos dois e os fatos que levaram seus destinos a se cruzar dão intensidade e verdade à narrativa, além de reforçar a simpatia dos espectadores por eles. Creio que a maioria dos leitores já saiba que indivíduos tão diferentes rendem ótimas passagens e, neste filme, não poderia ser diferente. Divergências à parte, a trama irá colocá-los em rota de colisão, mas esse confronto será extremamente positivo no futuro.

Ação e um roteiro bem elaborado podem coexistir?

Se você ainda não viu essa obra e tem em mente apenas as imagens e a ação dos filmes baseados na série de TV e, logicamente, nela propriamente dita, prepare-se para uma gratificante surpresa. 
Tudo aquilo que não pudemos ver durante os episódios e os filmes em função da limitação tecnológica, será mostrado nesse novo Star Trek. Planetas e criaturas alienígenas realistas, ação em doses corretas, uma nave mais próxima daquilo que nós, hoje, imaginamos e uma narrativa absolutamente cativante. 
Os méritos do passado não ficarão esquecidos, porém é inevitável olhar para essa nova obra e enxergar o quanto a tecnologia aprimorou um conceito bacana, transformando-o em uma verdadeira obra de arte.
A ação e o roteiro perfeito coexistem...

Star Trek vs Star Wars.

Inevitável comparar as duas franquias. São grandes obras que já contam com milhões de fãs por todo o mundo. Entretanto, esse novo Star Trek começou de forma muito positiva. Ao contrário da trilogia que se sucedeu aos filmes 4, 5 e 6 de Star Wars, essa versão nova de Jornada nas Estrelas obteve a inacreditável média de 8.1 no Rotten Tomatoes, com 89% de aprovação do público. 
Apesar de grandes sucessos, Star Trek parece estar no caminho correto, ao passo que Star Wars necessita de alguém que evite o deterioramento da obra. Será que J. J. Abrams será o nome que revitalizará Star Wars, tal como fez com Star Trek?




Inimigos.

Logo de início somos apresentados aos inimigos que irão marcar as vidas de Kirk e Spock: os Romulanos. Motivados por um problema que, teoricamente, ainda não aconteceu, os guerreiros provocam a morte de milhares e dão a motivação necessária para que pessoas tão diferentes como Jim Kirk e Spock se unam. O que parecia improvável acontece: eles são direcionados a um destino comum que nós, fãs da série, conhecemos bem.
O líder romulano é interpretado por Eric Bana e, com o decorrer do filme, há ocasiões onde o espectador terá raiva dele e, em outros, pena. Não criaram um vilão sem motivações. Nero é um personagem movido pela angústia da morte. Para ele, isso basta.

Trilha Sonora.

Michael Giacchino compôs as músicas que dão consistência às grandes cenas do filme. Fã da série original, Michael sentiu o peso da responsabilidade de dar uma nova trilha ao filme que prometia reiniciar a franquia e, como constatamos, obteve sucesso na empreitada. A orquestra com quase 150 pessoas trouxe o complemento que o filme merecia e manteve, inclusive, o tema original ao final da obra cinematográfica.

Continuação.

Star Trek teve uma continuação que, na minha opinião, é melhor que seu antecessor. Também dirigido por J. J. Abrams, o filme complementa e dá sequência de forma incorrigível à trama inicial, mantendo todo o respeito e, novamente, prestando singelas homenagens à série que deu origem a tudo.

Nota final.

Esse, repito, é um filme do qual me arrependo de não ter visto antes. Uma obra-prima da ficção científica, feito com muita pesquisa, dedicação dos atores e dos produtores, além de ser responsável pela revitalização de uma franquia que oscilou por alguns anos em função de filmes razoáveis. Mais do que isso, esse novo Star Trek tem o comprometimento de agradar aos fãs, os verdadeiros responsáveis pela longevidade de uma ideia e um ideal.
Um dos melhores filmes que vi até hoje... sinceramente.

Elenco:

Chris Pine - James T. Kirk
Zachary Quinto - Spock
Leonard Nimoy - Spock original
Karl Urban - Leonard McCoy
Zoë Saldaña - Nyota Uhura
Simon Pegg - Montgomery Scott
John Cho - Hikaru Sulu
Anton Yelchin - Pavel Chekov
Eric Bana - Nero
Bruce Greenwood - Capitão Christopher Pike
Ben Cross - Sarek (pai de Spock)
Winona Ryder - Amanda Grayson (mãe de Spock)


sábado, 11 de fevereiro de 2012

Resenha do filme: Super 8


Resenha por: Ednelson Jr.

Título original: Super 8
Gênero: Mistério, Ficção Cíentifica, Suspense
Duração: 112 min
Ano de lançamento: 2011
Direção: J.J. Abrams
Roteiro: J.J. Abrams
Produção: J. J. Abrams, Bryan Burk, Udi Nedivi, Michel Rejwan, Guy Riedel, Ben Rosenblatt, Steven Spierlberg
Orçamento: 50 milhões de dólares
Bilheteria mundial: 259,713,319 milhões de dólares (Dados de 29 Setembro de 2011)
Elenco: Kyle Chandler (Jackson Lamb); Ellie Faning (Alice Dainard); Joel Courtney (Joe Lamb); Gabriel Basso (Martin); Noah Emmerich (Nelec); Ron Eldard (Louis Dainard); Riley Griffits (Chales Kaznyk); Ryan Lee (Cary); Zack Mills (Preston); Jessica Tuck (Mrs. Kaznyk); Joel McKinner Miller (Mr. Kaznyk); Amanda Michalka (Jen Kaznyk).


Olá, leitores do Apogeu do Abismo? Como vocês estão? Qual livro vocês estão lendo? Qual o último filme que assistiram? Bom, depois desse primeiro momento de reencontro, sempre fico com saudades quando passo um tempo grande sem postar, vamos conversar um pouco sobre o filme “Super 8”. Desligue as luzes, pegue a pipoca e o refrigerante, se acomode na sua poltrona preferida e ação!
A linha de largada do filme é o acidente em uma fábrica que vitimou a mãe de Joe Lamb. O sentimento de luto é evidente em todos os personagens e nesse momento somos apresentados ao grupo de amigos formado por Joe, Martin, Charles, Preston e Cary. Esse é o tradicional grupo de amigos inseparáveis, um núcleo comum em grandes filmes de outrora como “Conta Comigo”, “Gonnies”, “Deu a Louca nos Monstros” etc, que dará o ar de aventura incrível que permeia toda a trama com suas atuações sensacionais. Achei perfeita a escolha de trabalhar o enredo usando as crianças como lente de captura, afinal não há faixa etária mais ideal para maximizar a sensação de aventura. É na infância que ainda acreditamos completamente em coisas mágicas e é o período onde as tribulações de uma vida adulta são somente lendas que escutamos às vezes.
Durante o velório da mãe de Joe aparece Louis Dainard, pai solteiro de Alice Dainard e um homem com problemas com a bebida. Enquanto está sozinho do lado de fora de sua casa Joe vê Louis entrar na residência e em seguida ser retirado por seu pai (Jackson Lamb), o delegado da cidade, de modo forçado. Nesse instante não conseguimos compreender tal reação violenta do pai de Joe, contudo mais a frente na trama a razão será explicada. É um ponto excelente para começar a prender o espectador, pois eu mesmo até o motivo ser revelado fiz várias especulações.
Após estas curtas cenas avançamos no tempo quatro meses.
Começamos a conhecer agora o projeto do grupo de amigos: um filme terror sobre zumbis! Algo bem artesanal mesmo. Uma merecida homenagem aos clássicos filmes de zumbi como “Night Of The Living Dead” e “White Zombie”. Porém o pai de Joe não considera os seus amigos boas companhias e pretende mandá-lo para um acampamento. O falecimento da esposa deixou um evidente abalo em Jackson e sendo o delegado da cidade não pode deixar isso transparecer, ele imagina, pois como poderia cuidar de uma cidade estando ele mergulhado em uma depressão?
Antes do momento de transição do filme da calmaria para a rota que conduzirá ao clímax há uma cena que amei. Os garotos sob o céu noturno cantam “My Sharona”.  Achei que aquele momento pareceu mágico, talvez seja porque há alguns anos atrás costumava sair mais com alguns amigos pelas ruas de minha cidade sem rumo e conversar sobre qualquer coisa. Todavia, infelizmente, mudanças ocorreram e alguns membros do grupo acabaram se afastando. Acho que essa é a grande magia dos filmes que se desenvolvem ao redor de um núcleo de crianças que são amigos, nos fazem lembrar também de épocas em que éramos dotados de menos responsabilidades e preocupações e que passar horas jogando conversa fora era a programação que mais adorávamos! É nessas horas que melhor compreendo Peter Pan. Até arrisquei cantarolar um pouco essa música. 
O encontro noturno entre os amigos tem como objetivo prosseguir com as filmagens do curta-metragem que estão fazendo.  É nesse instante em que aparece Alice Dainard, interpretada por Elle Faning, irmã mais nova de Dakota Faning e que promete trilhar o mesmo caminho de ascensão que a irmã. Sua atuação é muito bem feita e algumas vezes ofusca os trabalhos dos demais. Alice é uma garota pela qual todos os garotos do colégio nutrem afeição, popular, bonita e inteligente, mas ao contrário do que poderíamos esperar ela não é a típica “patricinha”, mas uma menina muito encantadora.
Não tarda para que Joe se apaixone por Alice, afinal de contas a desatenção do pai para com ele e o recente falecimento da mãe o deixam em um estado depressivo e quando vê em Alice uma cintilação de beleza fica enfeitiçado.
Elle Faning
O primeiro momento em que a atuação de Elle Faning demonstra a sua perfeição é na estação de trem onde uma tomada do filme sobre zumbis é feita. É uma cena de calar qualquer um e fazer a respiração ficar menos perceptível. Para deixar a cena mais realista os amigos decidem aproveitar a passagem de um trem, entretanto uma surpresa acontece. Um carro entra nos trilhos e acaba causando o descarrilamento da locomotiva. A sequência do acidente é muito bem feita e nos faz arregalar os olhos para ter certeza de que não perderemos sequer um segundo. Bastou esse acontecimento para que suas vidas pacatas fossem aos poucos ficando para trás e cada vez mais se vissem em uma aventura que envolve segredos militares, um aparente professor comum de ciências, estranhos cubos e uma coisa que não sabemos o que é, mas passa a assolar a cidade roubando motores de carros, cabos de alta tensão e raptando pessoas. A criatura fica indefinida até perto do final do filme, só obtemos rápidas cenas dele e vultos são as únicas coisas que conseguimos enxergar. A índole do monstro parece ser essencialmente má, porém depois compreenderemos melhor suas motivações e aqui entra mais uma lição valiosíssima, mas que muitos teimam em aprender: O ser humano é o seu maior inimigo!
Abrams & Spielberg
O longa-metragem é espetacular. O suspense até a criatura se revelar e durante os seus ataques lembra bastante o filme “Tubarão”. É um mistério de fazer roer as unhas.
As crianças são o grande destaque desta produção e obviamente não poderia deixar de ser, mas além da intenção de fazer um filme que rememorasse clássicos, a produção tem seu êxito no bom trabalho com os atores mirins! Ficarei atento à estes atores e acredito que ainda os verei em muitos filmes grandiosos ainda! A parceira entre J.J. Abrams e Steven Spielberg ficou perfeita! Não há do que reclamar e se você for do tipo de espectador que se emociona facilmente deixe uma caixa de lenços por perto porque o final é tocante!

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