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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Como estimular o gosto pela leitura durante a infância




Simone Miletic e a filha Carol em exposição sobre o
livro 'O Pequeno Príncipe' (Foto: Arquivo pessoal)
Matéria publicada originalmente no G1. Autora: Ana Carolina Moreno.

Ao acordar nesta quarta-feira (12/10), Carol Miletic, de 8 anos, vai ganhar, além de uma boneca, um livro de presente no Dia das Crianças. A obra, que pertence à série Monster High, estrelada por monstros adolescentes, vai se somar aos cerca de 50 itens da biblioteca da garota, segundo as contas de sua mãe, a contadora Simone Miletic, de 35 anos.
Por incentivo dos pais, leitores inveterados, e da escola, Carol lê no mínimo um livro por semana - média bem superior à das  crianças brasileiras entre 5 e 10 anos, que leem 6,9 livros por ano (a grande maioria deles por indicação escolar).
O número, relativo a uma pesquisa nacional do Instituto Pró-Livro publicada em 2008, é pequeno em comparação a outros países, como o Japão. O Ministério da Educação, Ciências e Tecnologia japonês afirmou que as crianças retiraram em média 35,9 livros das bibliotecas públicas em 2007. Esses dados são colhidos a cada três anos desde 1954.
No Brasil, a faixa etária que mais lê é a das crianças de 11 a 13 anos, segundo a pesquisa. São 8,5 livros por ano, sendo que apenas 1,4 deles foram lidos fora da escola. A partir dessa idade, a freqüência de leitura cai: a média da população brasileira acima de cinco anos é de 4,7 livros lidos por ano.

Segundo Christine Castilho Fontelles, diretora de Educação e Cultura do Instituto Ecofuturo, não é possível obrigar ninguém a ter o gosto pela leitura, mas é muito difícil que alguém sem incentivo na infância venha a se interessar pelos livros no futuro.
"O que a gente pode fazer é semear. Nós não nascemos leitores, nos tornamos leitores por convívio e contato. É permanente mesmo, começa na gestação e se estende por toda a vida”, diz ela.
No estudo do Instituto Pró-Livro, a mãe é citada pela maioria dos leitores como principal inspiração para cultivar o hábito. Os números também mostram como a família pode incentivar - ou frear - a leitura. Entre as pessoas que se declararam não leitoras (não leram um livro nos três meses anteriores à pesquisa), 85% afirmou que nunca ganhou um livro de presente.
Já entre os leitores, a porcentagem de pessoas que foram presenteadas com um livro sobe para 52%.
O exemplo dos pais também conta: 60% dos leitores se acostumaram a ver os pais lendo durante sua infância, enquanto 63% dos não leitores nunca ou quase nunca viu esse costume dentro de casa.

Saiba mais pelo link do G1 e curta a matéria na íntegra.



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