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segunda-feira, 5 de março de 2012

Turma da Mônica Jovem #43: Princesa Safiri e Mônica entram num duelo de espada contra coelho em crossover!




Fonte: Judão

Já faz tempo, muito tempo, quando Mauricio de Sousa conheceu o gênio dos mangás japoneses Osamu Tezuka. Ele até nos contou como foi, em recente entrevista ao Judão. Demorou, mas finalmente o tão planejado encontro entre os personagens criados por Mauricio e por Tezuka saiu do papel. Ele acontece em Turma da Mônica Jovem #43 (Panini Comics, 126 páginas, R$ 7,50), que começou a circular ontem nas bancas de todo o País.
Demorou, claro, por inúmeros motivos – o principal, talvez, tenha sido o fato da Turma da Mônica clássica não se encaixar em uma aventura interessante para o crossover. Tezuka, inclusive, não está mais entre nós. Ele faleceu há quase que exatos 23 anos, em fevereiro de 1989. Porém, tudo foi feito como se ele estivesse aqui, como se aprovasse toda a história.
E como Tezuka queria, a aventura se passa na Floresta Amazônica. Para um estrangeiro, assunto pra lá de óbvio. Para um brasileiro, poderia soar como mais uma visão de gringo sobre o nosso Brasil. Poderia, mas não é o que acontece. De maneira exemplar, a Mauricio de Sousa Produções fez uma pesquisa extensa, de campo, procurando produzir um conteúdo que não repercutisse apenas opiniões pré-estabelecidas, mas sim com informações interessantes e pertinentes pra quem for ler a edição.
Sendo assim, temos uma história na qual Franjinha leva Cebola, Mônica, Magali e Cascão para um projeto sustentável na Amazônia, que ao mesmo tempo em que extrai arvores de replantio, dá aos moradores trabalho e assistência social. Só que, ao chegar lá, a turma descobre que não irá fazer o passeio sozinha: estão lá Safire, príncipe de um pequeno e desconhecido país (e que, na realidade, é princesa, como todo mundo que leu A Princesa e O Cavaleiro sabe); o Dr. Tenma, que quer fornecer tecnologia para a estação de preservação, e seu robô Astro (de Astro Boy); Dr. Ochanomizu (que, em Astro Boy, se torna o “pai adotivo” do robô); e o Professor Licurcio, o outrora Louco das HQs clássicas da Turma. Ah, sim, há também a presença de Kimba, o Leão Branco, mas a aparição do personagem é uma surpresa. ;)
A história, claro, não é nenhum suprassumo da complexidade. Afinal, é uma publicação para todo mundo, para que crianças, adolescentes e adultos leiam. Mesmo assim, transmite a mensagem ecológica sem ser chata ou pedante, além de explorar os conflitos internos e entre os personagens de uma mistura tão explosiva. Como a HQ se passa cronologicamente no começo de Kimba, O Leão Branco, Astro Boy e a A Princesa e O Cavaleiro, todos os conflitos dos personagens de Tezuka ainda são muito recentes, mas também muito fortes, mal resolvidos. A história, por exemplo, explora bastante o conflito interno dentro da própria mente de Safiri, além do fato de Astro querer ser realmente um garoto, mas é visto apenas como um robô por seu criador.

A edição ainda agrega um mistério. Dentro do grupo que visita a floresta há um vilão infiltrado, alguém que quer acabar com todo o projeto desenvolvido ali. Trata-se de Rock Holmes, outra criação de Tezuka, um espião que aparece em vários trabalhos do quadrinista japonês. Não é um grande mistério, mas ajuda a manter a diversão da HQ.
E não é só isso. Há alguns momentos impagáveis, como a luta entre Safiri e Mônica. A princesa com uma espada. A brasileira com um coelho. Pra saber quem vence, só lendo.
Mais uma vez, a equipe da Turma da Mônica Jovem demonstra que acertou a mão com os personagens e que pode fazer crossovers bem divertidos. Podem não ser exatamente “memoráveis”, mas com certeza apresentam “novos” personagens para todo um novo público.
E a história não acaba nesta edição. Continua mês que vem em Turma da Mônica Jovem #44. E eu, sinceramente, não estou ansioso apenas para ler esta revista, mas também o próximo crossover, como Mauricio de Sousa já está sonhando em fazer
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2 comentários:

  1. Acho legal a idéia de unir os dois mundos, mas pra mim, Turma da Mônica sempre vai ser com todo mundo criança xD

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  2. A inocência deles como crianças é um dos pontos fortes da serie.

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