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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Mercado editorial mira no sucesso de séries de fantasia




Fonte: Zero Hora
Por Carlos André Moreira -carlos.moreira@zerohora.com.br

A presença das séries Jogos Vorazes e A Guerra dos Tronos no topo das listas de livros de ficção mais vendidos no Brasil, na sequência de bem-sucedidas adaptações para cinema e TV, repete um ciclo comum aos blockbusters de fantasia desde O Senhor dos Anéis e Harry Potter (ambos de 2001).
O que mostra o quanto o mercado editorial vem investindo em obras que não se esgotam em um único volume.
Há mais de uma razão para que histórias seriadas tenham se tornado tão frequentes nas prateleiras das livrarias. A primeira delas, claro, é comercial. As editoras têm mais interesse em vender três ou quatro episódios de uma mesma história em vez de um só. Mas o que cativa os leitores a ponto de retornar ao livro? Um segredo sabido já na época dos folhetins:
– Quando se gosta de um lugar, a tendência é querer passar mais tempo lá. Se o leitor se afeiçoa a um cenário ou universo fictício, vai querer outras histórias ambientadas naquele espaço que conheceu e gostou – diz Luiz Ehlers, escritor e editor da revista online Fantástica (www.revistafantastica.com.br).
Outra explicação pode estar na própria mudança sofrida pela TV durante o período.
– A popularização das séries reacendeu no público a cultura de acompanhar narrativas seriadas – arrisca a professora do Instituto de Letras da UFRGS Regina Zilberman.

Confira as principais séries:
SENHOR DOS ANÉIS E AS CRÔNICAS DE NÁRNIA
Amigos e correspondentes, J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis são autores de duas das séries de mais sucesso do século 20. Adaptada para o cinema no início dos anos 2000, a obra de Tolkien fez sucesso nas telas e recolocou a saga de fantasia no centro das atenções da indústria do entretenimento.
HARRY POTTER
Outro responsável pela onda fantástica no mercado editorial é o jovem bruxo criado por J.K. Rowling. A autora misturou em sete livros as agruras do rígido sistema escolar britânico com magia e mitologias variadas.
CREPÚSCULO
Stephenie Meyer misturou em quatro romances o repertório clássico do horror, como vampiros e lobisomens, com um romantismo desbragado que caiu no gosto de um número enorme de adolescentes.
GUERRA DOS TRONOS
George R.R. Martin criou um mundo medieval com perspectiva realista e toques de magia – a série é voltada para um público mais adulto.
JOGOS VORAZES
Suzanne Collins soube reunir em sua própria trilogia elementos de várias fontes, da mitologia grega (os jovens oferecidos como tributo) à ficção científica (o futuro em que a morte é um reality show). Também há romance, claro.
SÉRIES SOBRENATURAIS
Crepúsculo abriu as comportas editoriais para dezenas de narrativas similares que usam toques de horror e fantasia para colorir histórias de amor juvenil, como as séries Fallen, de Lauren Kate, Sussurro, de Becca Fitzpatrick ou Os Imortais, de Alyson Noël.
SEQUÊNCIAS AVENTURESCAS
O sucesso de Harry Potter abriu caminho para outras aventuras de fantasia, novas ou republicadas, que pegaram carona no fenômeno, como Eragon, de Christopher Paolini, a Trilogia de Tinta, de Cornelia Funke, ou a série Percy Jackson, de Rick Riordan.
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