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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Resenha do filme: Sherlock Holmes - O Jogo das Sombras




Essa continuação de Sherlock Holmes ainda possui cenas de ação bem elaboradas, efeitos de câmera lenta e coreografias fantásticas, porém sem os excessos do primeiro filme da franquia. Holmes (Robert Downey Jr) e Watson (Jude Law) estão às voltas com o antes misterioso Moriarty, um gênio do crime com habilidades comparáveis ao detetive mais famoso do mundo.
A história começa com Holmes interligando vários acontecimentos pelo mundo ao Dr. Moriarty. Crimes correlacionados que indicam uma trama maior, arquitetada por alguém com igual teor de maldade e inteligência.
As soluções dos combates e a elaboração dos planos mantiveram a projeção futura, onde Holmes explica ou prevê as etapas do que ocorrerá. É um recurso já usado, porém ainda mantém seu apelo visual. Na passagem do trem ganhou muito em impacto visual na trama, quando o diretor usou deste recurso. Uma curiosidade: reparem em Holmes com batom e o cabelo comprido, ele está muito parecido com o Coringa de Heath Ledger, não sei se foi coincidência ou de propósito.
A forma usada pelo diretor para evidenciar a sagacidade e a dedução de Holmes são levemente parecidas com as usadas em CSI, onde os olhos do investigador fixam-se nas provas e as associações ocorrem. As cenas aceleradas, seguidas de pausas bruscas dão o tom das deduções brilhantes de Sherlock.
Um ponto interessante que vi no filme foi o papel atribuído a Moriarty, o de um terrorista. Ele utiliza de artefatos explosivos para alcançar o que almeja, tal como fazem os terroristas de hoje. A citação ao Afeganistão também não me pareceu uma mera coincidência. Os crimes ao redor do mundo vão levando a dupla (acompanhada da bela Noomi Rapace) por lugares e situações incomuns, desde um clã cigano até uma convenção de paz. O sucesso desta investigação impedirá o início de uma guerra mundial, mas não é fácil antecipar-se ao intelecto do professor Moriarty.
Holmes conta ainda com a ajuda da esposa de Watson, Mary, e seu próprio irmão, o quase tão louco e egocêntrico Mycroft.
O desenrolar da trama revela um intrincado plano, com trechos de incrível beleza e organização como o jogo de xadrez entre os antagonistas. A luta para derrubar o Rei do jogo é levada às últimas consequências por ambos os jogadores.
As locações e a ambientação estão ótimas, ainda que haja alguns detalhes que remetem ao nosso século como, por exemplo, os óculos escuros estilizados de Sherlock. Nada disso, entretanto, tira o brilho desta história onde, mais do que ação, o diretor mostra-se preocupado em entreter e homenagear os fãs do detetive Holmes e seu fiel amigo Dr. Watson. Não é um filme para se filosofar, mas é óbvio que fomos brindados com entretenimento feito para honrar um dos pilares do cinema: divertir.







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