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Resenha de "Flash Point": entenda o que aconteceu antes de "Os Novos 52"

Por: Filipe Gomes Sena

Quando ouvia falar de Flash Point, no ano passado, esse nome era acompanhado por comentários negativos e especulações sobre o reboot do universo DC. Menos de um ano depois a ultima edição de Ponto de Ignição foi publicada e o fim da DC que todos (bem ou mal) conheciam chega aos leitores brasileiros. Mas afinal, Ponto de Ignição mereceu todos as criticas negativas que recebeu? Sim e não, logo vamos entender por que.

A história não tem um enredo muito elaborado, nem traz coisas nunca antes vistas: o Flash Reverso dá um jeito de mudar a realidade só pra se vingar do Flash original. Tudo mudou e apenas o Flash é o quem se lembra como as coisas deveriam ser, tornando-se assim o único que poderia consertar os estragos feitos pelo Flash Reverso. Vale lembrar que o Flash da vez é Barry Allen, ressuscitado há alguns anos.

Na prática, ao longo das cinco partes da história principal de Ponto de Ignição, pouca coisa acontece, e muito pouco é realmente desenvolvido, perdendo-se muito tempo com coisas que não influenciam tanto assim no curso principal da trama. A impressão que se tem é que do meio pro final tudo acontece de forma muito apressada. O próprio final é quase um susto.

Final esse que é de longe a parte mais fraca da saga, além de depender da leitura prévia das histórias publicadas na Ponto de Ignição Especial e afins. Já que o Flash aparece junto com outros heróis para ajudar a terminar um conflito que se desenvolveu ao longo das edições especiais, é no meio dessa briga toda que o Flash encontra o Flash Reverso e depois de uma luta entre os dois, Barry Allen sai correndo para trazer tudo de volta ao normal.

É nesse momento de conserto da realidade que eles encaixam a união do universo DC com o universo Wildstorm e com parte do universo Vertigo. O que não tem absolutamente nada a ver com o resto da história. A impressão que se tem é que usaram a primeira brecha que apareceu pra tentar mostrar que existe alguma lógica por trás do reboot e acabaram piorando ainda mais um final que deixou a desejar.

Mas nem tudo é ruim dentro de Ponto de Ignição, talvez a história nem seja tão ruim quanto o texto acima faz parecer. O grande mérito está justamente na realidade alterada que serve de cenário. Ponto de Ignição apresenta uma das mais interessantes realidades alternativas que já tive o prazer de ler. Enquanto as historias com que estamos acostumados se limitam a mudar um pouco a personalidade, e por que não dizer os uniformes, dos personagens que conhecemos, em Ponto de Ignição vemos não só personagens sendo abordados de forma diferente, mas também vemos o que aconteceria se a vida desses heróis fosse diferente. O grandes destaques acabam sendo o Batman e o Superman. O Batman acompanha o Flash ao longo de toda a trama e é muito mais violento e agressivo do que o Batman do universo normal, mas o que mais chama atenção é que o Batman do universo do Ponto de Ignição não é o Bruce Wayne, uma pequena mudança na origem do personagem foi o suficiente para criar um dos melhores, se não o melhor, personagem da série. Com o Superman acontece mais ou menos o mesmo, não entrarei em detalhes, mas acho suficiente dizer que é bastante interessante ver como seria o ser mais poderoso da Terra sem a coragem, confiança e senso de dever que fazem o Superman ser o símbolo de heroísmo que ele é. Só pra lembrar, quem ocupa o posto de escoteiro da América é o Cyborg. Fora isso merecem destaque o Lanterna Verde, que ainda é Abin Sur, a Mulher Maravilha e o Aquaman, que levaram seus reinos para a guerra e destruíram metade da Europa no processo.

A conclusão que cheguei ao terminar Ponto de Ignição foi de ter lido uma historia que ganhou uma importância que não estava preparada para ganhar. Ponto de Ignição consegue ser uma história mediana do Flash, mas como uma série que tinha a missão de marcar o fim do universo DC ficou devendo, e devendo muito. Nesse aspecto não tem nada que salve Ponto de Ignição, e isso acaba tornando tudo pior do que realmente é. Ao final da leitura o que ficou na minha cabeça foi “É assim mesmo que esse universo vai acabar?”. A parte realmente ruim de tudo isso não foi a história em si, mas sentir que a lógica por trás reboot da DC não passou de uma gambiarra.

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