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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Qual o limite para o que postamos nas Redes Sociais?




Por Franz Lima
Tenho verificado que há uma grande liberdade para o que é postado nas Redes Sociais. Seja pelo twitter, facebook, linkedin ou qualquer outra similar, o fato é que não há limites (literalmente) para o que se pode publicar nelas. Alguns optam por fotos insinuantes, outros por demonstrar poder com armas e ainda os que se gabam de atos ilícitos. Claro, muitos fazem ótimo uso destas fontes de comunicação, publicando trabalhos, divulgando cultura e usando as redes para melhorar. 
Mas qual é o real limite para o uso destes perfis? Na verdade, não há limites, principalmente com as atuais leis brasileiras onde ainda prevelace o desconhecimento ou o descaso pelo assunto. Então, baseados nesta "brecha", homens e mulheres dão asas à imaginação ao se tornarem pessoas totalmente adversas ao que a realidade mostra. Alguns se tornam mais fortes, outros demonstram intelectualidade (via google), há os que abusam de comentários maliciosos e, ainda, aqueles que fazem da vida das pessoas o assunto do momento. Entre fofocas, brigas, comentários, sexualidade e muito mais, a sensação que fica é a da impunidade, certo? Bem, se você concordou, lamento informar que está muito enganado. 
Atualmente, não há como se desvincular dos perfis sociais, principalmente se o assunto for a busca de um emprego, viagem ao exterior ou o simples pedido de adesão de uma pessoa a sua rede. 
Notícias recentes informam de casos cada vez mais estranhos: pessoas que são deportadas por declarações politicamente incorretas, empregos perdidos por conta de comentários ou comunidades consideradas agressivas ou impróprias, prisões feitas com base em fotos publicadas e até separações com base em amizades entre ex-amantes. Os casos são cada vez mais comuns e acabam ganhando até um certo tom cômico, porém nem sempre as histórias acabam bem.
Quando alguém se associa a uma comunidade nazista, inevitavelmente deve ter consciência de que isso não será visto bem ao buscar contatos nas redes. As pessoas não gostam (mesmo os que secretamente o fazem) dos nazistas, dos pedófilos, de ladrões, dos "posers", dos racistas e de muitos outros rótulos depreciativos. Então, com base no dito anteriormente, o certo seria não encontrar mais estes perfis possuidores de tais características, certo? Novamente, lamento informar que está errado. Há inúmeros perfis (falsos ou não) de pessoas que se vangloriam de ter estas características ou estar associadas ao "lado negro da força", confiantes em uma anonimato que não existe. Uma simples busca e eles estarão à nossa frente.
Mas enquanto o indivíduo prejudica apenas a si mesmo, o problema não é tão grande. Infelizmente, sempre haverá - pelo menos enquanto nada for feito para punir - quem divulgue fotos, espalhe boatos ou prejudique outros pelo simples prazer de ver a desgraça se espalhar. Também ainda existem pessoas que transformam o facebook e o twitter em um diário virtual. Locais em que estão ou irão, pessoas com as quais convivem, traições, números de telefone, endereço... informações que não deveriam estar disponíveis, capazes de identificar comportamento e rotina do usuário. Com base nisso, criminosos cometem sequestros e roubos, pois as vítimas dizem tudo o que é necessário para ajudar na prática do delito. 
Não vou esticar muito o assunto, porém quero evidenciar a gravidade do excesso de exposição via perfis sociais. Não é só sua intimidade que pode correr riscos por conta da vaidade, do vício ou das brincadeiras. Sua vida e a das pessoas que ama estão sob constante vigilância e, munidos de tantas informações pertinentes, indivíduos de péssima índole podem chegar até vocês. Continuem a publicar, mas tenham ao menos um pouco mais de cautela e sabedoria sobre o que disponibilizam. Vocês realmente conhecem quem os seguem?
#Ficadica
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