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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sangue Quente: zumbis e amor podem resultar em um bom filme?





Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Não vou culpar os que estão com os "dois pés" atrás quando o assunto é filme com monstros clássicos abordados de forma incomum. A última adaptação foi, no mínimo, digna de desconfiança, já que alterou boa parte da mitologia dos vampiros. Porém, isso não não impediu que a série se tornasse um sucesso de vendas e público (livros e filmes).
Então, o leitor me questionaria: certo, "Crepúsculo" já me irritou muito. Como esperar algo decente de um filme em que um zumbi se apaixona? Acrescente a isso o fato de que o livro no qual falamos foi elogiado por Stephenie Meyer, a mesma mulher responsável por essa customização dos bebedores de sangue...

Bem, dúvidas à parte, uma coisa eu posso garantir: Sangue Quente, o livro, é muito bom. O link anterior é um post que fiz à época da leitura e serve como uma pequena base para análise.
Mas não ficarei apenas restrito a isso...

Isaac Marion é um autor que obteve um rápido e grande sucesso. Sua história de vida também trouxe curiosidade, principalmente por ele já ter sido um morador de rua, porém esse fato não está correlacionado em nada ao livro em si. Sangue Quente (Warm Bodies) é um livro de zumbis com características bem distintas das que já vimos. Há uma quase interação entre os mortos-vivos, uma comunicação - no sentido mínimo da palavra - que permite a cooperação e até o estabelecimento de uma certa hierarquia.
O que me chamou a atenção não foi só isso. Outros livros, filmes e séries já haviam mostrado essa mesma cooperação (Madrugada dos Mortos, apenas para citar), porém jamais mostraram o "raciocínio" existente em cada ato. Mortos-Vivos não recebem esta segunda palavra no nome à toa, prova-nos o autor da obra. 
Conforme a leitura avança, o que encontramos é uma lógica ainda não explorada. Com leveza,  Marion descreve a (r)evolução de alguém que já estava em decomposição física... não em sua alma, sua essência.
Os pôsteres e vídeos relacionados ao filme que estreará em 01 de fevereiro de 2013, assustam de forma negativa. Não se deixem levar pelas imagens. Leiam o livro e aguardem o longa-metragem que,  se seguir à risca a trama original, promete ser uma ótima produção. 
Tenho plena consciência de que o visual mais "teen" foi usado para atrair a mesma legião de fãs de Crepúsculo, porém ainda não acredito que Isaac Marion permitirá uma mudança tão absurda em sua criação.
Corpo gelado. Coração quente.
O zumbi R - esse é o nome que ele lembra - é um assassino. As cenas iniciais são bem próximas ao que já vimos em Walking Dead, por exemplo. Mas há uma centelha de humanidade ainda presente nele e, por isso, o caos começa a se instalar rapidamente na hieraquia e na sociedade de mortos. Suas "rotinas" vão mudando por causa de R e seu relutante amigo M, um aliado na preservação da vida de Julie, a mulher que ele quer manter viva. 
R e Julie com a verdadeira Nação Zumbi ao fundo
Apesar do tom cômico em algumas cenas dos trailers, Warm Bodies é pleno de melancolia. Há algo de patético na forma como criaturas em decomposição se agrupam para buscar o resgate de algo perdido: a humanidade.


Por fim, reforço a relevância da obra literária e, assim como a maioria,  continuo desconfiado do filme, o que não é o mesmo que afirmar que o resultado final no cinema será tão fraco quanto a saga Crepúsculo.

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Um comentário:

  1. Como você comentou, essa mudança para um visual mais adolescente no filme, com certeza foi para cativar um público maior, contudo isso pode não implicar em uma queda na qualidade da história. Ainda cabe salientar que raramente as produções cinematográficas ficam tão boas quantos aos livros, isso para quem leu as obras, pois a linguagem cinematográfica pede certos formatos, o que de vez em quando passa por cortar ou adaptar elementos da trama.

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