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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Space Ghost: resenha da minissérie.




Por: Franz Lima
Muitos não tiveram o prazer de conhecer este e muitos dos outros personagens de Alex Toth, ilustrador que faleceu em 2006 e é o responsável por clássicos da animação como os Herculóides, Dino Boy e o próprio Space Ghost, entre outros.
Eu assisti a série de desenhos sobre o vigilante espacial que combatia alienígenas e vilões quase cartunescos. Os perigos existiam, porém eram minimizados pela inocência da época onde, invariavelmente, as armadilhas eram sobrepujadas e os combates não resultavam em sangue, apenas poeira e, em alguns casos, o sumiço do adversário.
Durante essa época em que esse tipo de animação foi uma constante nos meus dias, uma coisa sempre ficou nas entrelinhas: qual a origem daquele homem que lutava por justiça?
Mais de três décadas depois que a vi (a , eis que sou surpreendido por uma edição - na verdade uma minissérie - do vigilante espacial, o Space Ghost. Para melhorar a história, as capas  ficaram a cargo de Alex Ross e os desenhos e colorização (tão perfeitos quantos os de Ross) são de Ariel Olivetti.
O enredo da história (de autoria de Joe Kelly) traça a transformação de um agente do Espectro -  um Guardião da Paz - chamado Thaddeus Bach que teve uma tragédia em família resultante de seu comportamento correto diante de elementos de conduta incoerente com os "mandamentos".
Desenho original
 É essa tragédia que muda definitivamente Thaddeus, cuja motivação passou a ser a vingança (tal como na história do Justiceiro). Bach é abandonado em um planeta inóspito e lá ele encontra apoio de um alienígena com grande conhecimento tecnológico. De posse dessa tecnologia, Bach assume a vingança como sua nova bandeira e parte para matar os que destruíram sua vida. 
A vingança chega para alguns de seus algozes, porém um ataque de uma ninhada de alienígenas similares a um louva-a-deus interrompe a trajetória de sangue. 
Para os que não viram a animação ou leram as antigas HQ, os alienígenas invasores são insetos com alto grau de inteligência e tecnologia, porém motivados por uma sede de destruição inigualável. Na história escrita por Joe Kelly, eles estão muito próximos dos insetos que vimos no filme "Tropas Estelares", agindo em grupo e sem qualquer piedade.
As reações ao ataque por parte de Temple (um dos inimigos de Space Ghost) e Bach geram reações adversas entre os insetos, mas é o líder, Zorak, quem demonstra respeito pelos espíritos combativos dos dois.
O que se segue a esses fatos é o relato dos combates entre Space Ghost e os seguidores de Zorak e também a busca por Temple, o idealizador da desgraça na vida de Thaddeus. 
É essa a premissa básica da minissérie que reconta, magistralmente, a origem de um dos ícones da Hanna-Barbera.

Curiosidades: 

A Graphic Novel tem como ponto alto a transformação do Guardião da Paz em um vingador fantasma. Space Ghost recebe essa alcunha de duas crianças que ele salvou do ataque dos insetos. Seus nomes: Jan e Jayce, os mesmos que aparecem na série televisiva, muito mais novos. 
Outro fato interessante é a visão que os insetos tem de nós, humanos. Eles evidenciam até o fedor que sai de nossos corpos, algo que o roteirista fez questão de mostrar, talvez em contraposição à repulsa que o ser humano tem dos mesmos insetos.
A caracterização de Thaddeus ao longo da minissérie mostra a evolução de seu uniforme como Guardião até o visual definitivo. Essa evolução inclui uma caracterização similar a de um carrasco.

Nota final:

A série em 3 edições é um verdadeiro achado. A história em si não apresenta muitas novidades, porém atribui uma origem a um personagem considerado por muitos "morto" e que, na realidade, ainda habita o inconsciente de inúmeros fãs. Essa versão mais séria e adaptada aos leitores e tempos atuais, certamente poderia fazer um sucesso estrondoso, mas não houve continuidade. O fato é que essa minissérie fica como uma grande homenagem ao Fantasma do Espaço e seu criador, Alex Toth.



Dados técnicos:

Ano de publicação - 2006
Minissérie em 3 edições.
Editora: Panini
Capas: Alex Ross
Roteiro: Joe Kelly
Arte: Ariel Olivetti 

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Um comentário:

  1. Franz, eu conhecia muito pouco esse herói, pois vi pouquíssimos episódios da animação. Cara, estou gostando de ver você trazendo análises de um material mais "fora do circuito", sabe? Isso está se tornando um excelente diferencial no Apogeu. Vilões ao estilo "Tropas Estelares" já demonstra que a coisa ficou bem mais madura, pois no Tropas é desmembramento à vontade. Sobre a violência velada no desenho antigamente...acho isso engraçado, pois na minha infância lembro de desenhos que passavam logo de manhã e tinham um nível de violência razoável. Lembra-se de "Mutant League" e "Fly"? Esses são dois exemplos. Hoje em dia, não vejo desenhos assim na TV. Parabéns pela resenha!

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