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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Book Tour de Livraria Limítrofe: Apogeu do Abismo foi selecionado.




Para os que ainda não conhecem o trabalho de Alfer Medeiros e seu Livraria Limítrofe, basta ler ao final do post uma entrevista feita com o autor por Ednelson Jr. para o Apogeu. 
Por intermédio do blog Pausa para um Café, o Apogeu do Abismo e mais seis blogs estão participando do Booktour do livro do Alfer. Cada um deles fará uma resenha da obra que deverá ser publicada. Agradeço a oportunidade e a confiança. Este será o primeiro de muitos Book Tours que o Apogeu integrará. 
Aguardem para muito breve a resenha do livro... 

O autor
Entrevista com Alfer Medeiros, concedida a Ednelson Jr.:


Ednelson Jr: Primeiramente gostaria de agradecer essa oportunidade que me concedeu e dizer que me sinto muito feliz em poder dialogar com um autor que conheci recentemente e que já passei a adorar! Bem, sem mais rodeios aqui vão as perguntas (espero estar à altura de sua obra "Livraria Limítrofe" no nível das perguntas)...
Alfer Medeiros: Eu agradeço o interesse e esforço em conhecer mais sobre os meus projetos! Vamos às respostas.

1 - Lembra-se qual foi a sua primeira visita à Livraria Limítrofe (seu primeiro livro)? Quais impressões isso deixou em você?
Alfer Medeiros: Eu comecei a apreciar a literatura na infância, porém com livros juvenis e adultos. Dessa fase inicial de leituras, os autores mais marcantes são Julio Verne e Agatha Christie - que inclusive são homenageados no primeiro volume de Livraria Limítrofe (O Adeus).

2 - Como o conceito da Livraria Limítrofe chegou à sua mente? Como foi o processo de criação?
Alfer Medeiros:  Foi uma ideia repentina, inesperada e descontrolada, explicada com mais detalhes neste link: http://livrarialimitrofe.blogspot.com/2011/03/de-onde-surgiu-ideia.html. Durante o processo de criação, eu imaginava que tipo de referências literárias poderiam ser agrupadas em uma trama em comum, depois definia qual perfil de pessoa poderia conceber essa situação e, por fim, encaixava tudo isso dentro do cenário da Livraria. Foi um processo muito divertido!

3 - Pelo que notei você nutre uma grande preocupação com o incentivo à leitura desde o berço, tornar para a criança a leitura um hábito tão comum quanto beber água, isso se evidencia em "Dando à luz", você tem filhos correto? O que eles acham de ter um pai escritor? Como você mostra a leitura para eles e como reagem?
Alfer Medeiros: Tenho uma filha que está para completar três anos de idade. Ela convive com os livros desde sempre, pois eu fiz questão de mantê-la na convivência com os volumes impressos, desde aqueles de borracha para usar no banho do bebê até os livros da minha própria coleção. Acredito que ela será uma boa leitora no futuro!


4 - Ao longo do livro você não dialoga somente com as plataformas mais tradicionais de leitura (livros), mas assume também proximidade e confabulações com as HQs, o cinema e a música. Quais são seus grandes ídolos nessas outras plataformas e como eles influenciaram a sua escrita?
Alfer Medeiros: Sou um grande apreciador de música, literatura, cinema e diversas outras expressões artísticas. Não poderia deixar de usar todas essas referências nos meus trabalhos escritos, e lanço mão desse recurso sempre que surge naturalmente. Listar todos os meus "mestres" é difícil, posso apenas dizer que minhas fontes de inspiração vão de Julio Verne a Neil Gaiman; de Muddy Waters a Cannibal Corpse; de Hitchcock a Tarantino. Tem muita coisa boa nesse caldeirão! rs

5 - Em "Duas perspectivas" você fala sobre o conflito entre a visão de um mundo sem leitura como hábito e outro que completamente ao contrário a adora. O quanto você acha que a leitura pode transformar o mundo? E como você percebe a realidade de nosso país onde o analfabetismo é tão alto?
Alfer Medeiros: Ler não é simplesmente assimilar informação, é também desenvolver estruturas cerebrais específicas, ligadas a linguagem, emoções e aprendizado. A mente deve ser exercitada, até mais que o corpo. Eu acho que o hábito da leitura é essencial, porque em algum momento da sua vida você precisará ter acesso a um texto, seja por diversão ou necessidade. O problema de analfabetismo no Brasil é preocupante, além de outra parcela da população, composta por analfabetos funcionais, que não entra nas estatísticas mas que também é um problema sério.

6 - Na atualidade as grandes cidades parecem cada vez mais prestes a entrar na velocidade da luz, as metrópoles querem correr cada vez mais rápido, mas acabam ficando em engarrafamentos, considerando esse cenário como acha que a literatura ainda pode ter seu espaço garantido para as futuras gerações?
Alfer Medeiros: O livro é um universo cuidadosamente aprisionado, aguardando a mente do leitor para criar vida, se expandir. Sempre que houver uma pessoa ávida por aventuras (dentro e fora da sua realidade) a literatura estará presente. Isso independe do formato ou tecnologia de disponibilização de conteúdo.

7 - Os adolescentes de hoje possuem parâmetros, em sua grande porcentagem, completamente distintos de seus e isso se reflete na literatura também. A atenção dos jovens à algo parece cada vez mais passageira. Os fenômenos "teen" estão bombando. A empatia com o mundo em que vivem parece estar em uma medida minima, não vemos muitas manifestações movidas por jovens que querem expressar sua opinião acerca do país ou comunidade em que vivem. O cenário musical brasileiro está dominado por coisas de imaginação pobre. Somando isto tudo, como você explicaria esse fenômeno?
Alfer Medeiros: As novas gerações estão acostumadas a fazer muitas coisas ao mesmo tempo, sendo assim deficientes em habilidades como foco, concentração e persistência. A consequência disso é a falta de dedicação em atividades únicas, e tudo passa a ser descartável, efêmero. É temeroso pensar no que isso pode trazer no futuro.

8 - Um detalhe que me chamou a atenção em "Livraria Limítrofe" foi o fato de na maioria dos contos os personagens não serem dotados de nomes. Qual o motivo de você ter feito isso? Foi com o objetivo de tornar a imersão da experiência maior? Somente nos contos "Depoimento da mulher do livreiro" e "O adeus" dois personagens ganham nome e ambos estão em situações de fronteira (ambas são "despedidas"), prestes a passaram para um outro passo em seus caminhos, isso tem ligação com essas personagens ganharem um nome?
Alfer Medeiros: O conteúdo de Livraria Limítrofe tem muito de "conheço alguém assim" e "já vivenciei algo parecido". O "anonimato" dos personagens ajuda a intensificar essa sensação. As raras citações de nomes são pontos marcantes na trama, uma chegada e uma saída. Eu quis diferenciá-las por conta disso


9 - Por último gostaria de perguntar qual as suas projeções para o futuro, se possui planos para elaborar experiências multi-plataformas com seus livros (sites com ARGs por exemplo) e qual sua perspectiva com toda essa movimentação do mercado editorial brasileiro revelando grandes talentos e a interação entre fãs e autores nas redes sociais?
Alfer Medeiros: Tudo o que produzo é muito espontâneo, e o Livraria Limítrofe é um bom exemplo disso. Não tenho planos de muito longo prazo, preocupo-me apenas em manter a mente madura para conceber novas histórias. Não ambiciono muita coisa com a escrita, encaro-a basicamente como uma grande diversão. A única certeza que tenho é o desejo de continuar escrevendo, e os projetos Fúria Lupina e Livraria Limítrofe me ajudarão bastante a permanecer produzindo continuamente.
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Um comentário:

  1. Franz, com certeza você vai adora "Livraria Limítrofe". Boa leitura!

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