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segunda-feira, 3 de junho de 2013

O mercado da morte. O lucro com rituais funerários.




Lápide com QR Code
Desde que o mundo é mundo o ser humano tem seus rituais funerários. Sejam eles voltados à proteção do corpo do falecido de predadores ou carniceiros até os atuais que envolvem até o acesso às informações digitais do morto, sempre houve uma motivação ou explicação para prestar uma homenagem a quem partiu. 
Houve um período em que, por exemplo, os mortos eram tidos como seres elevados, dignos de um culto similar ao que os deuses recebiam, porém em menor escala. Quando um familiar morria, o luto era respeitado, os rituais funerários seguidos à risca e estatuetas faziam o papel que hoje é das fotografias. 
Para um empresário com boa visão de negócios, a morte pode ser muito lucrativa. Basta pensar que a taxa de mortalidade mundial não é tão baixa (0,85%) e que, atualmente, todo enterro ou ritual fúnebre denota despesas. Comprar flores, escolher o caixão, ter um local para o enterro, transporte do morto... tudo envolve dinheiro, muito dinheiro.
Com base no acima descrito, alguns detentores de um faro comercial apurado estão investindo pesado no comércio voltado ao sepultamento e suas etapas anteriores.
Contrariando os rituais simples de antigamente, onde o morto era velado em casa, hoje há uma variedade de formas de perpetuar a memória da pessoa falecida, além de evidenciar o respeito e admiração por tudo que ela representou.
Abaixo estão alguns dos exemplos da criatividade e dos altos valores que são cobrados para que o morto tenha uma partida condizente.

1) Caixão refrigerado - O que pode aparentemente ser uma frescura no sentido mais literal da palavra é, em alguns países, item indispensável. No Japão já há casas especializada neste tipo de produto, principalmente por conta do longo tempo de espera para a cremação. 

Caixão personalizado
2) Lápides com QR Code - Os já populares QR Codes, códigos que dão acesso a links da internet, já fazem parte da realidade. Neste caso, uma lápide com o código irá dar acesso a uma página pessoal ou às redes sociais de quem partiu. Uma forma inteligente de perpetuar a memória do ente querido.

3) Caixões personalizados - IPhones e smartphones já tem suas capas personalizadas, capazes de identificar a preferência de seu dono. Então, pensou um empresário, o que impede que o caixão também seja personalizado? Com essa ideia, o Creative Coffins criou modelos para todos os estilos e gostos.  O mesmo vale para as urnas destinadas a depositar as cinzas dos cremados.

4)  Maquiagem - O aspecto de quem parte é fundamental para minimizar o impacto da morte sobre os que ficam. Grupos funerários contratam cada vez mais profissionais da área de necromaquiagem que são especialistas em melhorar o visual dos mortos. Pode parecer estranho, mas é algo muito mais comum do que pensamos.

5) Tanatopraxia - A já conhecida conservação dos corpos é outra área que amplia-se rapidamente no mercado funerário. Usada para evitar o vazamento de líquidos, secreções e o odor característico da decomposição.

6) Caixões biodegradáveis - Também chamados de caixões ecológicos, são constituídos de papelão reforçado que suporta até 200 quilos. A previsão de total decomposição do caixão é de apenas 6 meses. Custam o equivalente a 1/6 do valor dos esquifes normais.

7) Cemitérios em forma de jardim - Os tradicionais cemitérios com mausoléus, lápides e estátuas que lembravam filmes de horror estão em desuso. Já faz alguns anos que os cemitérios jardins estão em alta e, pelo visto, são cada vez mais comuns. Os cemitérios verticais são também uma opção mais prática para a falta de espaço já crônica nas grandes cidades.

Fonte: Mundo Funerário. Texto: Franz Lima.



 
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Um comentário:

  1. Faltaram as grades para evitar que os zombies se levantem das tumbas!

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