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Lista de Compras: Série Grandes Mistérios - Superinteressante.

Franz says: esta é uma grata surpresa que a editora Abril concedeu aos leitores da revista Superinteressante. Composta por apenas 3 edições, a série Grandes Mistérios aborda os temas Nazismo, Evangelhos Apócrifos e Civilizações Perdidas.
Cada edição está impressa em papel de alta qualidade, acabamento impecável e muitas informações e infográficos. As capas em 3D são uma atração à parte e evidenciam os temas de cada revista. 
Recomendo essa coleção como uma fonte de inspiração para a busca de um aprofundamento ainda maior nos temas citados. Mesmo com todo o capricho empregado em cada edição, cabe a mim relembrar que estas revistas são apenas um suporte para uma pesquisa mais minuciosa e produtiva.
Mas fica o prazer da leitura de uma ótima série...

Leia o editorial da 1ª edição, escrito pelo editor Alexandre Versignassi:

O nazismo é preto e branco. Foi assim que esse capítulo da história ficou registrado nos filmes, nas fotos – e na nossa memória. Mas isso traz uma ilusão perversa. Faz o regime de Hitler parecer algo mais distante da nossa realidade do que de fato é. Nada mais equivocado. O mundo em que o nazismo nasceu não era tão diferente do nosso. Em 1933, quando Hitler assumiu o poder, o Botafogo ganhava do Flamengo na final do Campeonato Carioca, levando seu 5º título estadual. Em São Paulo, o time do Parque Antártica conquistava seu primeiro bi. O piloto italiano Achille Varzi, da Bugatti, vencia o Grande Prêmio de Mônaco, deixando para trás o favorito Tazio Nuvolari, da Ferrari. Em Los Angeles, o tapete vermelho se estenderia para a 6ª edição do Oscar. A Varig já voava pelo Brasil havia meia década. E Hitler tinha feito sua campanha presidencial com um avião cedido pela Lufthansa. A própria máquina de guerra nazista foi feita de nomes familiares para nós aqui, do século 21: eram tanques da Porsche, motos da BMW, blindados da Audi e aviões com motor Mercedes. Pois é. Hitler subiu ao poder em um mundo que já era bem parecido com este aqui. Isso significa que não, nenhum país está livre de cair na mesma armadilha em que a Alemanha caiu lá atrás. Então é bom que a memória sobre o que aconteceu ali continue viva, a cores – e até em 3D, como fizemos aqui. Tudo para que isso não se repita. Eis a razão de ser desta edição especial da SUPER.
Uma edição mais do que especial, na verdade. Ela marca a estreia da série Grandes Mistérios, que terá um volume novo a cada dois meses nas bancas, sempre com capas tridimensionais e acabamento premium. Uma série que veio para mostrar tudo o que há por trás dos temas mais enigmáticos da história. Menos o óbvio.
Leia o editorial da edição 'Os Evangelhos Proibidos', escrito pelo editor Reinaldo José Lopes:

Quando os antigos cristãos começaram a debater quais dos livros narrando a vida, morte e ressurreição de Jesus deveriam ser aceitos por todas as igrejas, um dos mais importantes defensores da lista de evangelhos que hoje integra a Bíblia foi o bispo Irineu de Lyon, morto no ano 202. Para Irineu, a escolha dos quatro evangelhos do atual Novo Testamento – Mateus, Marcos, Lucas e João – era a coisa mais natural do mundo, sendo respaldada até pelo valor simbólico e místico do número quatro.
“Não é possível que os Evangelhos sejam mais ou menos numerosos do que quatro. Assim como há quatro regiões do mundo em que vivemos, e quatro ventos principais, e como a Igreja está espalhada por toda a Terra, assim também ela tem quatro pilares”, declarou ele. Caso encerrado, certo?
De fato, nenhuma comunidade cristã hoje inclui outro evangelho em suas Sagradas Escrituras. Mas, como você vai ver nesta edição, a diversidade de perspectivas sobre quem era Jesus e o que significa ser cristão era enorme durante os três primeiros séculos depois do nascimento do Messias.
Era possível se dizer seguidor de Cristo e achar que ele tinha sido um ser humano “adotado” por Deus, acreditar que o corpo pregado na cruz pelos romanos não tinha sido o do verdadeiro Nazareno ou mesmo afirmar que o mundo havia sido criado por uma divindade malévola, a qual não tinha nada a ver com o bondoso Pai anunciado de Jesus. E muitas dessas interpretações aparentemente malucas da natureza do Salvador foram registradas em textos que se autodenominam “evangelhos”, assim como os que podem ser lidos numa Bíblia católica ou evangélica. Por não serem aceitos pelos cristãos, são conhecidos como evangelhos apócrifos – algo como “ocultos”, em grego.
Os textos nas próximas páginas vão ajudar você a ter uma ideia dessa multiplicidade de visões do cristianismo – ou melhor, dos cristianismos – em seus primórdios. Além disso, trazemos o texto integral de quatro dos mais importantes evangelhos apócrifos.

A terceira edição é dedicada às Civilizações Perdidas. Desde a mítica Atlântida até a civilização desconhecida de Okinawa, passando pelo Faraó Negro e os Hy-Brasil (sim, o nome é esse mesmo), a revista mostra curiosidades e desperta o interesse sobre povos desconhecidos que, mitológicos ou não, merecem uma pesquisa aprofundada. A ciência não desiste de tentar entendê-las... 
E você irá buscar respostas sobre tais mistérios? Leia e seja bem-vindo a mundos literalmente novos, por mais velhos que sejam.
Franz Lima

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