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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Wolverine: Imortal. Resenha do filme que trouxe Logan de volta. E com seriedade.




Por: Franz Lima.

Wolverine está no mesmo patamar de popularidade que o Homem-Aranha. Não é à toa  que ele esteve presente em todos os filmes da franquia X-Men, sem contar os filmes "solo". Aliás, ele foi o elo principal da trilogia dos mutantes e voltará em 'Dias de um futuro esquecido'. Somando isso, teremos seis filmes onde ele foi peça-chave e um como "participação especial".
Agora temos a volta do mutante em um filme seu. Por favor, não considerem 'X-Men Origens: Wolverine' pois esse fiasco de crítica não respeitou a mitologia dos mutantes e é algo que merece ser esquecido pelos fãs. Foi um erro tão grande que quase findou a carreira de Logan no cinema. Quase.
Somente agora pude assistir 'Wolverine: imortal'. Mas valeu cada segundo de espera. O filme traz adaptações da mitologia, óbvio, porém não há nada que possa decepcionar até o fã mais ardoroso. 
Sombrio, o novo filme do mutante nos coloca diante de um Wolverine que sofre com a morte da mulher que ele mais amou... e que foi obrigado a matar. Sim, esse filme faz ponte diretamente com X-Men III, onde Logan confrontou e matou a Fênix Negra, uma versão maléfica de sua amada, Jean Grey.
Li críticas que apontam essa ligação entre os filmes como algo desrespeitoso às origens e histórias do herói, porém é bom relembrar que não dá para repetir à risca o que acontece nos quadrinhos. São quatro décadas de histórias e de evolução. Alguém acha que conhece o Wolverine original? O personagem evoluiu e mudou muito, passando por várias fases. Para evitar desgastes, tentem imaginar que a franquia cinematográfica é uma dessas "versões". Isso ajudará a não se aborrecerem ou discutirem quando a assunto for fidelidade ao personagem.
Voltando ao longa-metragem, o que temos é a união grandes histórias do mutante (principalmente 'Eu, Wolverine') e a abordagem mais adulta, o que resulta em um filme mais tenso e com muita ação. 
A narrativa ganha por apresentar uma parte do passado de Logan desconhecida do público que só o acompanha pelo cinema. Tal passagem serve para evidenciar a longevidade dele, porém - por se tratar de outra mídia - a suposta imortalidade de Logan não condiz com a abordagem dos quadrinhos. Claro, isso não diminui os méritos do filme.
Oscilando entre uma trama mais tensa, dedicada a alguns momentos da vida passada, e outras onde a violência é bem mais realista que nos filmes anteriores, 'Wolverine: imortal' obtém um ótimo ritmo narrativo, o que garante a atenção do espectador durante todo o filme. 
Destaque para as tomadas no Japão e para os contrastes culturais entre ocidente e oriente. Outra parte interessante e cômica ocorre durante a estadia do Wolverine no lar da família Yashida. Outro ponto positivo está nos combates que oscilam entre ambientes fechados e áreas externas, mas todos muito bem elaborados e coreografados. 
Os vilões (inclusive as pessoas comuns de má índole) convencem e mostram que é possível dar um tom mais sério a eles. Novamente li que há trechos do filme onde esses vilões tem certas atitudes clichês, o que para mim em nada diminui a intensidade das atuações.
Enfim, esse é o filme que os fãs esperaram tanto. Mesmo sem a fidelidade quase impossível que todos queriam, o ritmo, a narrativa, as locações e o elenco mostram maturidade suficiente para agradar fãs e também para angariar novos admiradores para a franquia e para o mutante.
Agora, resta apenas aguardar a já confirmada sequência. E não estou falando de 'Dias de um futuro esquecido'.



Arte por Josh Nizzi
Dados técnicos:

Nome original: The Wolverine
EUA. 2013 - 126 min.
Direção: James Mangold
Roteiro: Mark Bomback e Scott Frank
Elenco: Hugh Jackman, Famke Janssen, Svetlana Khodchenkova, Hal Yamanouchi, Tao Okamoto, Hiroyuki Sanada, Rila Fukushima, Brian Tee, Will Yun Lee, entre outros.



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