Fonte: Intrínseca
Façam boa arte. Esse foi um pedido sincero de ninguém menos que Neil
Gaiman quando discursou para a turma de 2012 da University of the Arts
na Filadélfia. Um discurso autêntico e repleto de significado – durante
os 19 minutos em que falou, dois dos mais emblemáticos conselhos de
Gaiman foram “criem suas próprias regras” e “cometam erros”. Os
conceitos libertadores defendidos para os alunos deram origem ao livro Faça boa arte, que será publicado pela Intrínseca em abril.
Gaiman teve a colaboração crucial do renomado designer gráfico Chip
Kidd. A dupla abusa dos recursos gráficos e da metalinguagem para
expressar o poder da criatividade. Gaiman alega que em qualquer área
artística e de criação mesmo os erros que cometemos têm um grande
potencial: com sensibilidade e muito trabalho, podem se transformar em
brilhantes insights. Em relato pessoal, ele explica que certa
vez, escrevendo Caroline em uma carta, inverteu de lugar o A e o O, e
logo percebeu que Coraline parecia um nome de verdade. Um erro banal
que, nas mãos do autor, tornou-se um fantástico acerto. Coraline é
o título de um conto de fadas às avessas, publicado por Gaiman em 2002
e, mais tarde, adaptado para os cinemas. Uma história que conquistou
milhares de novos admiradores para o trabalho do já aclamado autor.
Franz diz: a história acima serve para demonstrar os porquês de minha admiração pelo autor. Neil, assim como Stephen King, surpreende a cada nova empreitada.
Essa não será diferente...
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