{lang: 'en-US'}

quarta-feira, 9 de abril de 2014

A polêmica do "tiro, porrada e bomba". Quando a ironia não é compreendida...





Por: Franz Lima
Recentemente um professor de filosofia de uma escola em Brasília colocou uma questão onde citava a "grande pensadora Valesca Popozuda". Eis o início do tumulto. 
Não entendo o que gerou tanto alarde, principalmente quando é óbvio que a questão foi posta para ironizar a influência NEGATIVA da "cantora".
Não estou aqui para agradar fãs de funk, rap ou hip-hop. Sinceramente, não vejo nada de construtivo ou agregador em incitações à prostituição, violência, assassinato, crime e até apoio ao tráfico. Caso você seja um fã dessa mulher citada, saiba que o começo da carreira dela foi toda pautada em músicas que exaltam a putaria em seu nível mais elevado. Ela, Catra, Rihanna, Snoop Dog e tantos outros ganham dinheiro e fama com o que há de pior na sociedade. Mas isso não seria tão ruim se o público-alvo não fosse os jovens. Esses "pensadores" deturpam mentes ainda em formação, incutindo tudo que há de pior neles. É impossível negar que são influentes. A mídia os moldou e lhes deu esse poder. 
A força de suas palavras é tamanha a ponto de modificar o comportamento de um jovem. Some-se a isso as batidas repetitivas que servem como fixação daquilo que é dito. O que esperar de positivo de uma música cuja única função é chocar através do exagero e do descaso por valores que sustentam a instituição família? Acreditem: não quero ser um moralista, porém é inaceitável ficar calado diante de tanta esculhambação. Nosso silêncio é a bandeira de largada para o domínio do medíocre, para a massificação de uma 'cultura' cujos valores são incompatíveis com aquilo que se espera em uma sociedade moderna e civilizada. 
Dúvidas sobre o nível de Valesca e suas músicas? Leia esta "letra" de um de seus trabalhos (conteúdo impróprio para menores): A porra da b***** é minha
 
Um fator que me surpreendeu foi a incapacidade de compreensão de Valesca sobre o que realmente está ocorrendo:

Fiquei lisonjeada por dois motivos: primeiro que foi colocada a minha música em prova e depois por ter se referido a mim como pensadora, intelectual, mas falei que ainda não estou nesse patamar, ainda não sou uma grande pensadora.

Antônio Kubitschek, professor de filosofia da escola em Brasília, disse ao Globo: "Se trouxesse Chico Buarque, a prova seria considerada mais intelectual do que provocativa. É preciso criar essa proximidade com os alunos."

Polêmico ou não, o episódio serviu para alertar sobre a manipulação das mídias e a influência negativa, destrutiva de  algumas "celebridades". 
 


←  Anterior Proxima  → Página inicial

2 comentários:

  1. É cada absurdo que a gente vê.. Eu nem sabia dessa tal musica, sim eu vivo neste planeta, mas não ouço esse tipo ¨"musica" se é que podemos chamar assim.. O professor ate pode ter sido infeliz na colocação da questão da prova, mas eu tenho certeza que a maioria dos alunos acertaram.... Fui olhar a tal musica que vc cita no seu texto, e fiquei horrorizada.. Isto é uma grande pensadora nos sabemos de que ou em que ela pensa....

    ResponderExcluir
  2. Vim pelo comentário na Roda de Escritores. Não fico chocado com Valesca e essa coisa toda. Fiquei mais abalado foi porque o professor foi criticado e todo mundo fala dele sem pensar no motivo pelo qual ele colocou a questão na prova.

    Mas ainda assim, acho que as musicas dela são expressões culturais fortes, ela molda muitas pessoas, mas porque as pessoas querem consumir e desejam esse tipo de mídia.

    O que ela faz é errado? Não sei... Tenho minhas dúvidas.

    ResponderExcluir