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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A insustentável leveza do ser que acredita ser Deus...




Por: Franz Lima
Luciana Silva Tamburini é uma funcionária que atuou nas operações da Lei Seca. Primordialmente, a função dela e dos demais agentes envolvidos na operação é a de coibir e autuar os infratores que dirigem sob o efeito de drogas, bêbados, conduzem o carro sem a carteira de motorista, estão com os documentos em desacordo com a lei. Resumidamente, a Lei Seca é uma das atitudes do governo que contribuem para a diminuição não só dos acidentes, mas também de outras infrações que podem parecer pequenas inicialmente, porém são atitudes que podem provocar a perda de vidas.
A agente estava a serviço há três anos quando, cumprindo com seu dever, enquadrou um juiz. O indivíduo estava sem a documentação do carro e sem habilitação. Em resumo, o excelentíssimo juiz estava em um ato criminoso, uma contravenção.
Bem, a trama deu sequência da seguinte forma: Luciana enquadrou o magistrado por conta de seus erros e este, por sua vez, usou suas "credenciais" de juiz para dar uma carteirada na agente. Irritada pelo abuso de poder, ela disse que o mesmo “não era Deus”, algo verdadeiro e óbvio. Daí em diante, o circo já estava pegando fogo. O juiz mandou prender a agente da operação Lei Seca e esta foi encaminhada para uma delegacia. 
Abuso de poder seria já um grave erro do excelentíssimo, porém a trama não parou aí. Luciana foi condenada a pagar 5 mil reais de indenização ao juiz João Carlos de Souza Correa. 
Vamos analisar os fatos...
Luciana pode ter errado por conta da irritação que gerou a afirmativa de que João Carlos de Souza Correa não é Deus. Claro que, por outro lado, isso é fato verídico. Entretanto esta atitude não é justificativa para que um magistrado use de sua influência para prender um funcionário público no exercício do poder, além de não haver justificativas (exceto a sensação de impunidade) para que um homem da lei trafegue com carro sem documentos e sem a habilitação. Cadê o exemplo?
O que mais entristece nessa trama toda é o fato de que a mulher foi presa, afastada do cargo e condenada a pagar uma indenização para um infrator. Isso é ridículo em nível molecular.
A boa parte desta novela é que, graças à iniciativa de um grupo, Luciana teve arrecadados mais de 10 mil reais para que a mesma não tire dinheiro próprio para pagar essa determinação absurda. 
A agente afastada da Lei Seca está recorrendo e diz que, caso ganhe, doará o montante para instituições de caridade.
Eu e todos que prezam pela verdade e justiça esperamos que essa novela tenha um final feliz.
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