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sexta-feira, 27 de março de 2015

Interestelar: análise de uma obra primorosa da ficção cientifica.




Por: Franz Lima

Interestelar é a superação de um gênero. A ficção científica foi desprezada por muito tempo por ser considera simples entretenimento. Entretanto, filmes como Gravidade e o próprio Interestelar mostram-se muito mais complexos e corretos cientificamente do que seus antecessores. Talvez o fato de não haver a ação desvairada e sem propósito de alguns filmes seja o motivo por trás do grande sucesso que esses dois filmes fizeram, em especial este que agora abordo.
 


A direção primorosa de Christopher Nolan (mais conhecido por seus trabalhos na trilogia Batman e A Origem) ganha força similar à de um buraco negro, principalmente por causa das interpretações marcantes de astros como Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Michael Caine, Jessica Chastain e Wes Bentley, apenas para citar. O elenco, verdadeiramente, apresentou interpretações consistes, emocionantes e críveis que, somadas aos ambientes criados pela computação gráfica, tornam este longa-metragem um filme único.
 


A trama se resume à busca pela salvação de uma Terra condenada por um ciclo de alterações climáticas e uma drástica redução da população do planeta. Na busca de uma alternativa para colonizar outros planetas, o professor Brand (interpretado pelo genial Michael Caine) convoca sua própria filha, Cooper (McConaughey), Doyle (Wes Bentley) e Rom (David Gyasi). Juntos, eles irão buscar o desconhecido e enfrentar a solidão de uma forma que ninguém mais experimentou. Aliás, é dentro desse limbo que os universos (o conhecido e os desconhecidos) despertam o que há de mais humano nos tripulantes. Alguns abandonaram a família e outros partiram para tentar realmente salvar a Terra, mas nenhum deles estava preparado para a jornada que seguiria. 




Os roteiristas se destacaram e transformaram o filme em um épico pela inserção do elemento humano nele. Mesmo com toda a tecnologia, os efeitos e os cenários incríveis, é nas interpretações e nas emoções despertadas por elas que temos o ponto alto de Interestelar.

Desde o início somos levados a compreender uma realidade caótica, onde o fim de um planeta está próximo. Desde o início somos levados a gostar das personagens por sua força, pela gana de sobreviver. Este é um ponto interessante da trama: enquanto uns lutam para viver na Terra, os astronautas lutam para sobreviver ao insondável. Os dramas das duas realidades estão intrinsecamente ligados. Viajamos pelo espaço sem que nos desliguemos das pessoas de nosso planeta. 
Christopher Nolan conseguiu criar uma obra onde a emoção supera a ação, onde a inteligência de um roteiro muito bem escrito, pleno de ciência e teorias, consegue conviver harmoniosamente com as mais primais emoções do homem. Vocês irão acreditar em T.A.R.S. e se emocionarão com ele, sem que de nada importe o fato de ele ser uma máquina robótica. 
Sobretudo, Interestelar é uma preciosidade por nos levar a meditar, refletir, sobre a importância de nosso mundo, o valor que damos às pessoas que amamos e sobre nossa capacidade de sobrevivência. A tecnologia é um dos grandes trunfos deste filme, porém o elenco é a peça sem a qual nada teria ocorrido. Interpretações fortes, convincentes e emocionantes deram sustentação a algo que sempre questionamos: o que há além do que conhecemos?
Assista a este filme e prepare-se para pensar sobre o amor familiar, a solidão, a traição, a morte, a vida, o infinito que nos engloba e, principalmente, sobre a grandiosidade da fé, pois é pela busca da possibilidade de sobreviver que saímos de nossa pequenitude. Prepare-se para chorar e rir sem a vergonha de fazê-los.
Os méritos são muitos nessa obra cinematográfica que mudou minha visão de ficção-científica. Entretanto, os esforços deverão dos filmes futuros deverão ser redobrados para que não sejam uma pálida tentativa de chegar ao mesmo resultado de Interestelar. 
Este já é um clássico... pela coragem, direção, interpretação e o roteiro impecável. 
Poderia dissertar sobre os buracos de minhoca, viagem temporal, buraco negro, robótica, a infinitude das galáxias e muitos outros assuntos relacionados ao filme, porém o que mais importa é: este é um filme único! Creio que Albert Einstein teria ficado feliz em vê-lo...
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