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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Nota de falecimento: escritor Oliver Sacks falece aos 82 anos.




Comentários: Franz Lima
Em fevereiro deste ano, publiquei um texto sobre a relevância e a coragem das atitudes do escritor e neurologista Oliver Sacks diante da morte inevitável. Infelizmente, após uma luta ferrenha, a doença venceu-o. 
Domingo, aos 82 anos, Sacks sucumbiu a um câncer agressivo. Entretanto, repito, seu exemplo permanecerá para aqueles que eram seus fãs ou para quem só agora passou a conhecer suas obras e realizações, seja como escritor ou neurologista. Uma de suas obras foi transposta para o cinema com Robin Williams interpretando o próprio neurologista no filme "Tempo de Despertar".
A matéria abaixo foi publicada no O Globo.

"Sinto-me grato por ter tido nove anos de boa saúde e produtividade desde o diagnóstico original, mas agora estou de cara com a morte. Depende de mim escolher como quero viver os meses que me restam. Tenho que viver da maneira mais rica, profunda e produtiva que puder"

NOVA YORK — O neurologista e escritor britânico Oliver Sacks morreu no domingo em decorrência de um câncer, aos 82 anos. O escritor, que ficou famoso com livros como o “O homem que confundiu sua mulher com um chapéu”, usava seus casos clínicos, pacientes e as doenças que tratava para refletir sobre a consciência e a condição humana. Sua assistente pessoal, Kate Edgar, confirmou que Sacks morreu em sua casa em Nova York.
Em artigo publicado no jornal “New York Times” em fevereiro, o neurologista anunciou que um melanoma em seu olho havia se espalhado para o fígado e que ele estava nos estágios finais de um câncer terminal. Ele enfrentava a doença havia nove anos.
Como médico e escritor, Sacks alcançou um nível de notoriedade raro entre os cientistas. Mais de um milhão de cópias de seus livros foram vendidas nos Estados Unidos, o seu trabalho foi adaptado para cinema e teatro, e ele recebe cerca de 10 mil cartas por ano.
Seu livro “Despertares”, de 1973, sobre um grupo de doentes com casos raros de encefalite, foi levado aos cinemas em 1990, sendo protagonizado por Robin Williams e Robert De Niro.
Sacks foi um cronista ávido de sua própria vida. Em seu livro de memórias, “Tio Tungstênio”, ele escreveu sobre sua infância, sua família médica, e as paixões químicas que despertaram seu amor pela ciência.
Num pequeno intervalo de sua carregada agenda em Nova York, o neurologista participou da Bienal do Livro do Rio e deu palestras em São Paulo, em 2005.
RELATO EMOCIONANTE
No artigo intitulado “My own life” (Minha própria vida), Sacks abordou a recente descoberta de que um terço de seu fígado havia sido tomado por metástases.
“Sinto-me grato por terem sido concedidos nove anos de boa saúde e produtividade desde o diagnóstico original, mas agora estou cara a cara com a morte. O câncer ocupa um terço do meu fígado e, apesar de seu avanço poder ser retardado, este tipo particular de câncer não pode ser interrompido. Cabe a mim agora escolher como viver os meses que me restam. Tenho que viver da maneira mais rica, mais profunda, mais produtiva que posso”, escreveu Sacks no texto publicano no “NYT”.
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