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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Perdido em Marte. O resgate de uma ótima ficção científica.




Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

Marte é um planeta que cerceia os temores dos homens há muito tempo. Na ficção, ele é o lar de seres violentos, a esperança de um novo lar ou apenas algo inalcançável. Seja como for, a possibilidade de visitá-lo e tirar - acima de tudo - lições sobre sua história geológica é uma premissa que gerou várias obras sobre o assunto. Perdido em Marte também trata da ida do homem a Marte, porém com uma variável interessante: o que faria um ser humano caso ele ficasse só e sem recursos em um planeta inóspito, sem a menor possibilidade de resgate? O suicídio seria uma alternativa? A loucura o atingiria? A morte chegaria pela inanição? Como sobreviver em um lugar sem recursos a oferecer? 

Para responder às questões acima, o diretor Ridley Scott colocou uma equipe de exploradores em solo marciano. Lá, os pesquisadores colhem amostras de solo para experiências, enquanto uma equipe monitora as condições meteorológicas e suas variações de uma base. Por se tratar de um planeta praticamente inexplorado, as possibilidades de oscilações e mudanças climáticas existem e, infelizmente, uma dessas mudanças chega ao grupo de forma radical. Uma tempestade fortíssima de areia os atinge de forma brutal, levando-os a se evadirem do lugar. Durante a fuga, um dos tripulantes é atingido e dado como morto. E começa, literalmente, a aventura...

Nota: os primeiros 10 minutos do filme são confusos. Como o espectador tem pouquíssimo tempo para se acostumar a quem é quem na trama, fica difícil compreender o que está ocorrendo. A narrativa é linear, sem flashbacks, mas há momentos em que a confusão é instaurada, fato que ocorre pelos cortes bruscos entre o retorno dos astronautas à base e sua saída em direção à nave para a fuga. É preciso atentar bastante para não perder o fio condutor da trama...


Dando sequência à análise, o filme aborda, após o acidente, a tentativa de sobrevivência do astronauta Watney (Mark Whalberg). Um milagre o salvou da morte certa, o que não minimiza seus problemas, já que as rações para sobreviver são escassas e a possibilidade de cultivo em solo marciano nulas. Começa uma saga onde, literalmente, o homem lutará por sua sobrevivência.

As nuances que surgem no decorrer da jornada de Watney são inconcebíveis a uma pessoa comum. Falta de água, energia escassa, frio extremo, terreno inóspito, tempestades de areia e outros entraves. Por sorte, ele é botânico e começa a resolver seu problema de alimentação. Por azar, a única trilha sonora que deixaram foi um repertório de disco music. 
O que vocês verão a seguir é a união de um grupo para salvar um homem, assim como verão um homem que luta para manter a esperança. Ambas as lutas são difíceis, pois há um abismo incomensurável de distância entre a Terra e Marte. Tudo é difícil, o que não impede a permanência de um fator preponderante para um provável resgate: a esperança.


Há algo a ser observado durante todo o longa-metragem: a união de pessoas que querem salvar um único homem. Solidariedade e sacrifícios pessoais em torno de um único objetivo, de uma única vida. Líderes se expõem, cientistas dão seu melhor, pessoas comuns torcem para que o melhor ocorra. Não há nada mais bonito que ver diferenças sendo postas de lado em prol de uma vida. 

Muitas são as variantes para consolidar o resgate, mas é óbvio que eles irão até lá. Isso, entretanto, fica em segundo plano quando o assunto é a sanidade do astronauta. Watney passou longos dias em que apenas sua vontade de viver esteve ao seu lado. A solidão, tal como acontece em Náufrago, é uma companheira terrível. Lampejos de delírios e o medo do fim são constantes nos longos dias de Watney no planeta vermelho. Sem opções, ele se apega às pequenas esperanças que vão surgindo com o decorrer da trama. 

Não questione se é possível ou não sobreviver em um planeta distante e com mínimos recursos... essa não é a força-motriz do filme. O que fica após assistir Perdido em Marte é a certeza de que temos limites e, certamente, podemos ultrapassá-los. O que permanece na mente de quem assistirá esse drama é a convicção de que a inteligência humana pode ter limites quando restrita a um só homem, porém seu potencial é infinito ao se unir a outros. Cooperação é a palavra-chave do filme. Esperança é o que ganhamos após vê-lo.


Ao final do post, um guia visual do filme com os astronautas...

Elenco:

Matt Damon - Mark Watney
Jessica Chastain - Melissa Lewis
Jeff Daniels - Teddy Sanders
Michael Peña - Rick Martinez
Kristen Wiig - Annie Montrose
Kate Mara - Beth Johanssen
Sebastian Stan - Chris Beck
Sean Bean - Mitch Henderson
Aksel Hennie - Alex Vogel
Chiwetel Ejiofor - Venkat Kapoor
Benedict Wong - Bruce Ng
Donald Glover - Rich Purnell

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