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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Review de Westworld S01E03: quando o caos se anuncia.





Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Leiam antes as resenhas dos episódios anteriores:  S01E01 e S01E02

A trama desse terceiro episódio ganha uma bela referência à Alice no País das Maravilhas. Aliás, é esse livro que Dolores ganha como presente, algo que aguça as memórias dela, inclusive as que deveriam ter sido apagadas.
Reencontramos alguns personagens do segundo episódio cuja pertinência à história ganha realce. Dolores e a prostituta dona do Saloon Mariposa são apenas alguns exemplos.
Tal como Alice que vive suas aventuras e pensa estar sonhando, assim são os personagens robóticos que vivem para entreter, mas, em um recanto escondido de suas “almas”, querem acordar e ter suas vidas para si.

A cena abaixo é a que mais apareceu em todos os episódios até agora. Essa cena serve para evidenciar o papel real dos androides como meros atores em um gigantesco e grotesco teatro. As máquinas são meros objetos de diversão, não importa o quanto ‘sofram’ para manter a encenação.



“Em tempo: o termo ciborgue serve para designar um híbrido entre máquina e homem, seja por meio de aperfeiçoamentos ou alguém com peças que substituam membros. Já o androide é, especificamente, uma máquina com aparência humana. Logo, Westworld tem androides, não ciborgues.”

Há um ponto ainda obscuro na trama: o papel dos funcionários do parque nessa silenciosa revolução que está afetando as máquinas. Desde Ford até Bernard, parece que muita gente está direta e indiretamente envolvida nessa sutil mudança de comportamento dos androides.

Detalhes dos papéis de Teddy e Dolores são revelados. Um novo elemento do passado de Teddy é acrescentado por Ford; um elemento que irá trazer o caos à vida do cowboy. Um vilão que faz parte do passado dele e voltou para atormentá-lo. Alguém mais violento e cruel que o Homem de Preto. Seu nome: Wyatt.

Mas as surpresas não param por aí. Um fantasma do passado retorna para atormentar a equipe de Westworld. Pequenas falhas foram diagnosticadas, mas o problema maior está em haver “vozes” nas mentes dos androides. A voz é de alguém muito importante para o projeto, um homem ainda desconhecido do público, mas vital para a idealização do parque temático. Alguém distante há anos que teria conhecimento suficiente para implantar uma janela de programação, algo muito próximo a uma falha programada ou um acesso a um programador específico. Será?


Nesse intervalo, Teddy e uma visitante, acompanhados por homens da lei, partem para capturar Wyatt. Enquanto isso, outra perseguição acontece, já que uma equipe de técnicos do parque descobre um anfitrião em fuga.

Novos detalhes sobre a metodologia de trabalho dentro de Westworld, o parque, são revelados. Aparentemente os funcionários vivem em um regime de trabalho bem próximo ao que conhecemos em plataformas de petróleo ou em centros de pesquisa na Antártida ou outro lugar distante. As pessoas ficam em um regime fechado, por um período determinado, podendo se comunicar apenas por meio de um programa próprio com seus familiares. Logo, a dedicação para estar entre os responsáveis pelo projeto é muito maior do que imaginamos.

Para melhorar ainda mais o episódio, que começou cheio de tensão e ação, há uma pequena passagem onde são revelados mais detalhes sobre a estrutura dos androides. Sensacional.


Voltamos às caçadas: por Wyatt e seu bando e, ainda, pelo anfitrião desgarrado. Tudo que poderia dar errado acontece, fatos que por si só mostram a instabilidade dentro do parque. Não há nada que possa ser previsto à perfeição. Erros existem. Isso sem contarmos com um fator que está presente desde a primeira aparição do Homem de Preto: a liberdade que certos convidados compraram.


Então, meu amigos, finalizo com um aviso: mudanças estão ocorrendo em um ritmo acelerado. Mudanças para o bem e para o mal. Mudanças que não estão incluídas no organizado universo planejado que conhecemos por Westworld. Logo, a engrenagem pode quebrar a qualquer momento.
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