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sábado, 15 de outubro de 2016

Westworld: review do segundo episódio. Dilemas e mistérios.




Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Leiam antes a resenha do primeiro episódio: S01E01.
Dilemas.
Westworld é, antes de qualquer coisa, uma terapia para refletirmos sobre nossos problemas interiores, questionarmos as motivações que nos levam a agir, seja com amor ou ódio. É impossível passar incólume a essa série e suas várias questões morais, sociais e religiosas nela embutidas.
O que encontramos nesse segundo episódio é a retomada das histórias. Os visitantes são apresentados de forma mais explícita.
Somos novamente transportados para o Velho Oeste. Prostitutas, cowboys, assassinos, vendedores, jogadores, mães... todos estão prontos para propiciar a mais intensa incursão em um mundo que não mais existe. Mas o preço para se viver essa aventura é alto, já que o dinheiro para adentrar esse universo é possível ter; o difícil é sair ileso dessa imersão. Não há como apagar erros, esse é um dos ensinamentos de Westorld.
Reencontramos personagens que já causaram impacto no primeiro episódio: Dolores e as dores que acompanham sua existência, assim como o próprio nome sugere; Dr. Ford que revela sutilmente um segredo de seu passado; Maeve, a prostituta que viveu muito mais (e sofreu) do que aparenta; o Homem de Preto, insaciável e incansável em sua busca pelo labirinto; Bernard Lowe e Theresa Cullen, cujas relações trabalhistas e discordantes escondem muito mais; e, por último, o surgimento de William (Jimmi Simpson), um homem que pagou para viver a experiência única de Westworld, porém parece não combinar com o ambiente e a escolha que fez.
Novas revelações sobre como homens e máquinas interagem são apresentadas. O grande teatro tem ainda muito a mostrar e, a cada vez que algo é exposto ao espectador, tudo indica para um caos crescente. A sensação de poder que atinge os criadores do parque é enorme e, talvez por isso, pequenos detalhes vão sendo desprezados.
São tantas incógnitas que poderiam deixar um matemático louco. Lidar com isso é perigoso, como cada episódio deixa transparecer.
Por fim, peço que atentem para a mensagem embutida nos diálogos e na narrativa: o homem é capaz de tudo para obter satisfação. Escravidão, estupro, abuso, violência, mortes, tortura... tudo isso está no DNA do ser humano, mas ganha força quando ele detém o tempo, a força e o dinheiro para exercê-los.


Até a próxima resenha, amigos.
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