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Análise do trailer de Abigail: parece que M3GAN trouxe à moda as crianças vilãs.

É inegável que M3GAN, filme de terror que foi sucesso no ano de 2022, teve como sua principal atração a boneca assassina em forma de uma menininha. Não é de hoje que as crianças provocam sustos no gênero do terror, porém isso vem ganhando mais destaque em tais produções.  Aparentemente a próxima "criança vilã" será a jovem e frágil Abigail, uma menina que foi sequestrada para obrigar seu pai a desembolsar 50 milhões de dólares para o grupo chefiado por ninguém menos que Giancarlo Esposito, o Gus da série Breaking Bad (no que provavelmente será uma participação de luxo).  Claro que para analisar esse trailer é preciso que vocês tenham visto antes. Assim, vamos ao que interessa... P.S.: não deixem de ler a análise, pois também abordarei um pouco sobre as outras crianças que provocaram o horror no cinema. Será que teremos mais do mesmo? Os leitores do Apogeu sabem que eu não curto a parcialidade nas opiniões. Cabe a mim, na condição de crítico cinematográfico, dar a mais c...

ONU condena Israel, mas não adota o mesmo rigor com regimes totalitaristas (english and portuguese post)

Uma matéria publicada na Gazeta do Povo trouxe um grave alerta: a ONU focou mais na condenação dos ataques de Israel ao Hamas do que promoveu medidas contra a Rússia (que ataca a Ucrânia até hoje) ou contra as várias ditaduras espalhadas pelo mundo. Enquanto Israel promove a represália ao ataque do Hamas que vitimou aproximadamente 1200 civis, incluindo pessoas de outras nacionalidades, o grupo terrorista se escondeu atrás dos cidadãos comuns que vivem em Gaza. Com a estratégia de usar cidadãos palestinos como escudo humano, e tendo israelenses reféns, o Hamas selou seu próprio destino. Ao provocar a ira de Israel após o massacre de homens, mulheres e crianças, o grupo terrorista não acreditou no poder de fogo israelense (ou talvez na coragem em acionar esse mesmo poder), o que é comprovadamente um erro gigante. Então, diante da persistência dos terroristas e do "suporte" de uma pequena parcela da população de Gaza, Israel avançou e começou um ataque violentíssimo que já cei...

Morte - A Festa, por Jill Thompson. Mangá baseado em Sandman diverte e incentiva a busca da obra original.

RESENHA EM PORTUGUÊS E INGLÊS (PORTUGUESE AND ENGLISH REVIEW) Apesar do título que destaca o protagonismo da Morte, o fato é que essa trama está vinculada à saga de Morpheus (cuja participação foi minimizada).  A narrativa é baseada no arco Estação das Brumas, um dos mais complexos e filosóficos onde os Perpétuos ganham destaque, sobretudo a irmã mais velha do Sonhar. Isso, porém, faz com que a história seja muito rápida se a compararmos à versão original. Jill é uma excepcional ilustradora (atuou em Sandman, Beasts of Burden, Mitologia Nórdica, Mulher-Maravilha: a verdadeira amazona, entre outros) cujo talento está presente neste "mangá", ainda que em escala menor. Particularmente, prefiro sua arte "tradicional". O traço estilizado, típico do mangá é divertido e bem construído, mas peca por diminuir os tons sombrios da trama original. Ademais, o estilo de mangá é um subterfúgio para atrair os leitores deste gênero de leitura, apresentando-os ao universo de Sandman....

Três Cristos (State of Mind - 2017). A fragilidade da saúde mental abordada com maestria.

REVIEW EM PORTUGUÊS, INGLÊS E ESPANHOL (PORTUGUESE, ENGLISH AND SPANISH REVIEW) No longínquo ano de 1959, o psiquiatra doutor Alan Stone (baseado no médico Milton Rokeach, interpretado por Richard Gere) iniciou um inédito trabalho sobre pacientes do Hospital Estadual Ypsilanti, localizado em Michigan, cuja meta era entender e estudar os comportamentos e os fatos que levaram três homens a afirmar – de modo categórico – que eram o próprio Jesus Cristo. Sim, Stone estava diante de indivíduos que mantinham uma parcela mínima de suas personalidades originais, estas sobrepostas pela ideia – ou convicção, caso prefiram – de que eram o Messias.  O psiquiatra observou que os conflitos entre os três homens que se achavam Cristo eram constantes. Seja por espaço, poder ou apenas por causa de egos inflados, o fato é que as brigas eram prejudiciais em seus tratamentos. Assim, motivado por buscar uma solução para os conflitos e também com o intuito de aproximá-los, Stone conseguiu a autorização p...

Rastros de um Sequestro. A Coreia do Sul mostra que sabe fazer um bom filme de suspense.

REVIEW EM PORTUGUÊS E INGLÊS (PORTUGUESE AND ENGLISH REVIEW) Filme sul-coreano de suspense, lançado através da plataforma de streaming Netflix, Rastros de um Sequestro (Gi-eok-ui bam, 2017) é um longa-metragem cuja trama aborda as nuances de um misterioso sequestro.  O filme tem direção de Jang Hang-jun e conta a estranha história de Yoo-seok (Kim Mu-yeol) um jovem raptado e devolvido misteriosamente à família, e seu irmão Jin-seok (Kang Ha-neul), a única testemunha do sequestro. South Korean suspense film, released through the Netflix streaming platform, Traces of a Kidnapping (Gi-eok-ui bam, 2017) is a feature-length film whose plot addresses the nuances of a mysterious kidnapping.  The film is directed by Jang Hang-jun and tells the strange story of Yoo-seok (Kim Mu-yeol) a young man kidnapped and mysteriously returned to his family, and his brother Jin-seok (Kang Ha-neul), the only witness to the kidnapping. A trama Suspense muito interessante, essa obra sul-corea...

Resenha de O livro do Cemitério (The Graveyard Book), de Neil Gaiman

Análise literária em inglês e português. Literary analisys in English and Portuguese. Neil Gaiman é um autor que dispensa apresentações. Não é pelo fato de sua fama ou as vendas que batem recordes. A verdade é uma: ele escreve muito bem e, aliado a isso, também é dono de uma imaginação digna de uma criança (lembra da passagem bíblica onde é dito que para entrar no reino dos céus é preciso ter a pureza de uma criança?) e eu digo isso não como algo que traga demérito, muito pelo contrário. Li algumas das obras de Neil (Sandman, Deuses Americanos, Stardust, Coraline e outras) e achei-o um livro que, inicialmente, parecia estar voltado ao público infantil. Claro, infantil ou não, é algo escrito por Neil Gaiman e isso já é o suficiente para que eu leia. Foi assim que iniciei a prazerosa leitura de “O livro do cemitério” e é tão boa que li uma segunda vez, fato que é incomum mesmo com livros de muito mais prestígio e fama. Neil Gaiman is an author who needs no introduction. It's not...